A ponte ligando Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai, só deverá deslanchar mesmo em 2020. A informação foi repassada pelo novo conselheiro da Itaipu Binacional, Carlos Marun, que esteve, na quarta-feira, em Brasília e conversou com o general Silvio Luna, diretor-geral da maior geradora de energia. Os dois integrantes da empresa trataram de assuntos sobre o futuro da Binacional.
De acordo com Marun, os procedimentos para a construção da ponte de MS devem ser iniciados somente a partir do primeiro semestre do ano que vem. Já a ponte que liga Foz do Iguaçu à cidade paraguaia de Presidente Franco, vizinha a Ciudad del Este, passando pelo Rio Paraná, poderá ter as obras iniciadas no segundo semestre deste ano.
“A nova ponte de Foz tem projeto mais adiantado, e nosso pensamento é que se inicie ainda no primeiro semestre. Já a ponte de Porto Murtinho tem, por enquanto, apenas o anteprojeto. Tem que avançar muito, com projeto executivo, licenciamento ambiental, uma série de coisas. Precisa de uma série de coisas antes de começar o trabalho, acreditamos que isso ocorra no primeiro semestre de 2020 realmente”, explicou o conselheiro.
O custo total previsto para essas duas pontes é de US$ 270 milhões, pouco mais de R$ 1 bilhão, investidos ao longo dos próximos dois anos e meio a três anos, prazo também previsto para a conclusão das obras. Pelo que foi acordado entre os dois governos e pela diretoria de Itaipu, a parte paraguaia da usina financiará a construção da ponte em Mato Grosso do Sul, e a margem brasileira entrará com recursos para a ponte em Foz do Iguaçu. Agora, os projetos devem ficar a cargo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
“Fiquei muito feliz ao constatar que o novo diretor-geral é um entusiasta da nova fase da integração entre o Brasil e o Paraguai, que será incentivada por Itaipu, com a construção de duas novas pontes entre os países”, comemorou Marun.
Na ocasião, o conselheiro aproveitou para fazer visita de cortesia ao ministro do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Santos Cruz, que o sucedeu na chefia da Secretaria de Governo.
Com mandato até 16 de maio de 2020, Marun acrescentou que o governo terá que se empenhar muito para que isso aconteça. “Obviamente eu, no conselho de Itaipu, vou trabalhar para que isso aconteça o mais rapidamente possível, para que seja iniciada e concluída esta ponte. Esta obra vai representar um novo momento para nosso Estado, já que vai unir o Atlântico e o Pacífico, através de Mato Grosso do Sul”, frisou.
Atuação
Sobre a atuação de Marun na Itaipu Binacional, a expectativa de setores públicos e privados de Mato Grosso do Sul é de que, dessa forma, o Estado ganhe um importante aliado para evitar qualquer travamento das obras da Rota Bioceânica, corredor que unirá os oceanos Atlântico e Pacífico, e que abra um novo eixo de exportação para os países orientais, como Japão e China. A obtenção de recursos para a construção das pontes foi listada pelo próprio Marun como um de seus feitos enquanto ministro na Secretaria de Governo de Temer, em entrevista exclusiva ao Correio do Estado no dia 31 de dezembro de 2018.