Nova rodada de saques de contas ativas e inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) começa no dia 15 de junho. O Governo Federal liberou as retiradas para ajudar a movimentar a economia seriamente afetada pela pandemia da Covid-19.
Desta vez, o limite será de R$ 1.045 por pessoa, independentemente de quantas contas ela tenha. Quem tem menos que isso de saldo, poderá retirar tudo. Devem ser beneficiados 60,8 milhões de trabalhadores, que juntos têm direito a um montante de R$ 36,2 bilhões.
A Caixa Econômica Federal ainda vai divulgar a logística de saques, já que é preciso evitar aglomerações em frente das agências. A exemplo do modus operandi seguido ano passado, quando era possível pegar até R$ 998 por conta, o cronograma deve considerar as datas de aniversário dos beneficiários. Além disso, é preciso observar os prazos, pois quem não procurar o banco dentro do limite, perderá o direito.
Mesmo quem optou pelos saques-aniversário de FGTS poderá pegar os R$ 1.045, desde que tenha valores disponíveis para tal.
Quem preferir deixar o dinheiro na conta, não vai perde-lo de forma alguma. Terá direito a retirá-lo em caso de demissão sem justa causa ou nas demais ocasiões previstas em lei. Lembrando que a multa em caso de desligamento pelo patrão continua valendo. Esse cálculo considera os valores relativos aos depósitos feitos ao longo da vigência do contrato, então mesmo que o dinheiro não esteja mais na conta, a penalidade continua devida e certa.
Conforme o diretor do FGTS, Gustavo Tillmann, não há quantia suficiente em caixa para permitir um montante maior de saques. Alguns congressistas chegaram a sugerir liberação de R$ 6,2 mil, mas nesse caso o impacto nos cofres públicos seria de R$ 140 bilhões e prejudicaria ações de habitação e saneamento, que também utilizam o fundo para serem realizadas.
ANTERIOR
Na leva de saques de 2019, o Governo Federal havia projetado estimativa de R$ 40 bilhões a serem resgatados pelos donos das contas, mas o montante final acabou bem abaixo da meta e fechou em R$ 28,1 bilhões distribuídos entre pouco mais de 60 mil trabalhadores.
REFORÇO
Segundo informações da Gazeta do Povo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai transferir R$ 21 bilhões do antigo PIS/PASEP para evitar que o fundo de garantia fique descapitalizado. Essas verbas são oriundas de uma antigas, contribuição obrigatória para os empresários entre 1970 e 1980. Os trabalhadores podiam sacar esse dinheiro e os bancos públicos eram responsáveis por gerenciar os valores.
Contudo, segundo o governo, muitos dos cotistas já morreram e a gestão desse dinheiro traz custos ao BNDES, por isso que ele será usado para reforçar o caixa do FGTS.
Quem trabalhou com carteira assinada até a promulgação da Constituição de 1988 e tem verbas paradas do PIS ou PASEP ainda pode fazer o saque, mesmo com a transferência para cobrir os gastos dos investimentos dos montantes de FGTS. A partir deste mês, está correndo prazo de cinco anos para requerê-lo. Vencido o prazo essa possibilidade se esgota.