A Petrobras informou às distribuidoras que vai aumentar a gasolina cerca de R$ 0,13 a partir de amanhã. Com o reajuste de 10%, o combustível que saia das refinarias à R$ 1,34 passa a custar R$ 1,45. O preço do diesel permanece inalterado.
A formação do preço final, porém, depende de fatores como consumo, estoques, impostos, margens de distribuição e revenda e a mistura de biocombustíveis. As refinarias comercializam a gasolina pura; depois, é realizada a mistura de 73% de gasolina com 27% de etanol para formar o combustível que chega ao consumidor.
Conforme pesquisa da reportagem do Correio do Estado, o litro da gasolina comercializado em Campo Grande, nesta segunda-feira (8), variava entre R$ 3,78 e R$ 3,99 - uma média de R$ 3,87.
Nos primeiros dias de maio, o litro da gasolina era vendido nas refinarias a R$ 0,91, menor preço praticado pela Petrobras desde 2004. A partir do dia 27, o litro passou a ser vendido a R$ 1,32 e agora terá um novo aumento.
O aumento da estatal segue o movimento de alta do petróleo no mercado internacional da semana passada. Esta semana, a commodity opera em queda por dúvidas em relação ao real tamanho do corte de produção que será praticado em junho e julho.
Pela manhã, por volta das 10 horas (de Brasília), a commodity do tipo Brent, usada como parâmetro pela Petrobras, operava em queda de 1,18%, cotada a US$ 41,79 o barril.
Mesmo em baixa, o valor da commodity é quase o dobro do verificado em abril, quando chegou a ser cotado abaixo dos US$ 20 o barril.