Economia

IMPOSTOS

A reforma tributária, os bancos e como isso pode afetar o bolso dos clientes

Proposta do Ministério da Economia vai aumentar peso da alíquota para o seguimento

Ricardo Campos Jr

01/08/2020 - 06h00

A proposta de reforma tributária entregue pelo Ministério da Economia ao Congresso Nacional tem causado polêmica com relação aos bancos. Atualmente, as instituições financeiras recolhem 4,65% de PIS/Cofins. Esses dois impostos serão unificados em um só: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), cuja alíquota para o seguimento é de 5,8%.

Se analisado em pontos percentuais, o aumento parece quase nada, mas a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que ela representa salto de 19,3% para 20,3% n spread bancário (diferença entre os juros pagos pelas companhias quando um cliente investe dinheiro e os cobrados em empréstimos).

Vale recordar que além desses dois impostos, as empresas do setor ainda contam com a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 20% (outras instituições financeiras pagam 15% e os demais setores da economia, 9%).

DIFERENÇA

Esse porcentual previsto pela equipe de Paulo Guedes aos bancos é menor do que a alíquota dos demais seguimentos, que será de 12%.

Contudo, os bancos não contarão com sistema cumulativo de cobrança, ou seja, descontar o que já haviam pagado em operações anteriores, como acontecerá com outros ramos da economia.

A Febraban alerta que todas essas alterações podem desaguar no bolso dos clientes, embora é possível que algumas empresas absorvam esses custos para não repassá-los para a ponta.

CONTRAPONTO

Para o contador Carlos Flag, a reforma não deve afetar de forma significativa os custos bancários a ponto de onerar o consumidor final. 

“A estrutura dos bancos está se modernizando. Hoje muitas coisas são feitas via sistema, digitais, isso faz com que haja redução no custo operacional e os lucros dos bancos aumentaram. É aquela questão de criar mecanismos para contorcer a ideologia de que bancos estão em prejuízo só para melhorar taxas de juro e render mais”, afirmou ao Correio do Estado.

Bancos, planos de saúde e seguradoras são tipos de empresas que não geram ou se apropriam de crédito e por isso obtiveram alíquotas menores no projeto. 

“Sendo assim, temos que mostrar otimistas, acreditar na modernização da legislação brasileira de modo que venha reduzir a carga tributária e reduzir os impactos da burocracia no sistema tributário nacional”, diz o contador.

A reforma existe para simplificar o processo da cobrança de impostos no Brasil, que segundo Flag é complexo, sem segurança jurídica, que dá brechas para interpretações diversas, que gera burocracia excessiva, oneroso aos empresários e contribuintes, além de não ser transparente.

“Muitos tributos que pagamos, não sabemos ao certo se o valor é real e devido. Todo esse sistema gera incertezas e conflitos entre contribuintes e fisco”, pontua.

Os próprios impostos que fazem parte da primeira parte das modificações são exemplos disso. Somente ao juntar PIS/COFINS elimina-se cinco tipos diferentes de cobranças: PIS/PASEP sobre a folha de pagamento, PIS/PASEP sobre importação, PIS/PASEP sobre a receita, Cofins sobre importação e Cofins sobre a receita.

“O governo quer transformar em modelo mais uniforme para todos os bens e serviços. A proposta é tornar um tributo muito mais simples par empresas e transparente ao consumidor”, afirma o contador.

A CBS vai ajudar as empresas deixando de fora receitas não operacionais como dividendos, rendimentos de aplicações financeiras e juros sobre capital próprio, além de gerar, a quem exportar ou investir, compensações imediatas em créditos ou recebimento em dinheiro.

“Sendo assim, precisamos de uma tributação mais simples, calibrada, que vai reduzir a burocracia e equilibrar a concorrência entre empresas além da possibilidade de contribuir para o desenvolvimento em vários setores”, completa.

Loterias

Resultado da Lotomania de hoje, concurso 2995, quarta-feira (04/11)

A Lotomania tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso.

04/11/2026 20h27

Volantes da Lotomania, modalidade de loteria administrada pela Caixa Econômica Federal.

Volantes da Lotomania, modalidade de loteria administrada pela Caixa Econômica Federal. (Foto: Divulgação/Caixa)

Continue Lendo...

Economia

Resultado da Dia de Sorte de hoje, concurso 1339, quarta-feira (04/11)

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso.

04/11/2026 20h23

Volantes da Dia de Sorte, modalidade de loteria da Caixa Econômica Federal em que os apostadores escolhem números e um mês da sorte.

Volantes da Dia de Sorte, modalidade de loteria da Caixa Econômica Federal em que os apostadores escolhem números e um mês da sorte. (Foto: Divulgação/Caixa)

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).