Com a notícia do fechamento de várias fábricas no Brasil, a Ford anunciou também o fim na produção de dois dos seus modelos mais famosos: o Ka e o Ecosport.
Para quem já tem automóveis desse tipo na garagem: vale a pena vende-los para se prevenir de uma futura desvalorização?
Para o economista Márcio Coutinho, embora a alternativa mais lógica seja passar o veículo adiante, a decisão tem que ser tomada com base em uma série de variáveis.
“Seria aconselhável vender se a pessoa tem condições de comprar um carro melhor, caso contrário não faz muito sentido. Vai perder dinheiro? Vai, mas também vai ficar sem carro?”, disse ao Correio do Estado.
EM CONTA
Ao site da Quadro Rodas, a KBB Brasil, especializada na avaliação de automóveis, disse que os preços do Ka e Ecosport devem cair, já que as concessionárias devem “queimar” os estoques dos produtos que não serão mais fabricados.
Essa medida deverá provocar um efeito cascata nas vendas dos seminovos desses modelos, que terão que baixar seus valores para não competir diretamente com os zero quilômetro.
Com a desvalorização desses veículos em vista, para quem tem condições de comprar outros carros não fazem muito sentido.
Porém, para quem não tem condições, aproveitar os descontos é uma boa opção para andar de carro novo.
MANUTENÇÃO
A Ford já afirmou em nota publicada no site oficial que não faltarão peças e acessórios para o cumprimento das garantias, até mesmo em cumprimento à legislação consumerista.
Serão mantidas em território nacional sede administrativa para a América do Sul em São Paulo, o Centro de Desenvolvimento de Produto na Bahia e o Campo de Provas em Tatuí-SP, que trabalham somente com o desenvolvimento de tecnologias e não montam veículos.
A montadora diz ainda que continuará presente na América Latina, com veículos provenientes das fábricas já instaladas no Uruguai e Argentina, além de outros mercados.
Para Márcio Coutinho, se os donos de veículos da marca Ford têm alguma dúvida, é prudente que procurem uma das concessionárias para checar se haverá alguma mudança a curto prazo em preços ou oferecimento de produtos e serviços.
“Se a exportação continuar frequente não vejo problema algum. Vale lembrar que no Brasil, nós tínhamos as montadoras. As peças mesmo eram fabricadas em outros locais e importadas para a composição dos produtos”, afirma o economista.
O QUE FAZER
Desta forma, a decisão entre permanecer ou não com o veículo Ford ou comprar um Ka ou Ecosport novo deve estar calcada na lógica que começa no próprio bolso.
Vale lembrar que também não é a primeira vez que uma montadora decide parar de fabricar determinado modelo. Aconteceu não há muito tempo com o Uno Mile e Kombi.
Se há condições de adquirir algo considerado melhor pelo mercado, talvez aí sim seja a melhor atitude a ser tomada. Caso contrário, não vai custar rios de dinheiro ficar um pouco mais com o veículo seminovo pelas ruas da cidade.