Com a vacinação contra a Covid-19 em ascensão, os comerciantes de Campo Grande estão mais confiantes com as vendas.
O Dia dos Pais deste ano é a primeira data comercial após o fim de algumas restrições impostas pela pandemia. Para a data, a expectativa é de vender de 20% a 50% a mais do que no ano passado.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), a relação da vacina com a economia se deve à segurança que as pessoas sentem em estar vacinadas para poderem sair às ruas.
“A ligação da vacina com a retomada econômica é explicada pelos seguintes motivos: quanto mais pessoas estão imunizadas, maior a parcela da população que se sentirá confortável para consumir fora de casa e gastar mais. Com uma parcela maior da população imunizada, mais segura ela se sentirá para sair e comprar no comércio local”, ressalta.
Um bom exemplo de confiança é a gerente da loja de roupas Club Denim, Gleicy Campos, que tem expectativas de vender até 50% a mais na data.
“As vendas já melhoraram bastante. Com a vacinação, as pessoas estão saindo mais, estão comprando mais, então, minha expectativa é uma das melhores, com previsão de vender até 50% a mais, pois foi um ano difícil, então, precisamos vender”, ressalta.
Já o gerente da loja Gazin, Pedro Arrais, espera um crescimento de 20% nas vendas para o Dia dos Pais.
Os itens mais procurados na loja são celulares, notebooks, caixas de som e camas.“As pessoas estão procurando presentes com mais qualidade. Os filhos se juntam para gastar menos e dar um presente um pouco melhor. Isso que a gente tem percebido”, acrescenta.
A loja Eletrosom, que está instalada há apenas sete meses na Rua 14 de julho, já tem otimismo em elevar em 35% as vendas para o Dia dos Pais, na comparação com o montante comercializado em julho.
“A gente percebe que, pouco a pouco, as pessoas estão voltando a consumir com o avanço da vacinação. Queremos o maior número de vendas neste mês”, comemora o gerente Savio Coelho.
Últimas notícias
MOVIMENTO
Segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Fecomércio-MS (IPF-MS), em parceria com o Sebrae-MS, o Dia dos Pais em Mato Grosso do Sul deve movimentar R$ 70,2 milhões a mais do que o ano passado.
Para este ano, o valor estimado é de R$ 201,1 milhões, enquanto no ano passado o total foi de R$ 130,9 milhões. Ou seja, diferença de 53,61%.
Deste total, Campo Grande poderá movimentar R$ 67,9 milhões. No ano passado, o total foi de R$ 38,5 milhões. Com isso, a diferença será de R$ 29,3 milhões (76,13%).
“Este ano está bem melhor que o ano passado. Com certeza, é em razão do aumento da vacinação. E as pessoas estão mais esperançosas, querendo presentear e comemorar em família”, comenta a economista do IPF-MS, Regiane Dedé Oliveira.
Roupas estão entre os presentes preferidos, sendo escolhidas por 27% das pessoas entrevistadas pelo IPF-MS. Em seguida estão perfumes e loção pós-barba (22%), calçados (21%) e relógios (12%).
OTIMISMO
De acordo com levantamento feito pela ACICG, dos 109 empresários de Campo Grande que foram abordados, 72% esperam vender mais no Dia dos Pais.
Destes, 40% esperam uma alta de 10% no movimento e 22% dos empresários acreditam que podem vender até 20% a mais que no mesmo período do ano passado.
“Percebemos que os empresários de Campo Grande continuam se reinventando e tentando manter o otimismo, mesmo em um período complicado como o que estamos vivendo.
O comércio da nossa cidade está preparado e cumprindo todos os protocolos de biossegurança para atender seus clientes de forma segura”, completa o presidente da ACICG.
No entanto, Paniago enxerga que falta o fim do toque de recolher para melhorar de vez a retomada da economia.
“Falando localmente, ainda é preciso que haja a extinção do toque de recolher para que alguns setores, como o de bares e restaurantes, possam se recuperar dos impactos que tiveram ao longo da pandemia”, conclui.
Desde ontem, o toque de recolher passou a ser da 0h às 5h em Campo Grande, conforme decreto municipal.
Não muito diferente disso, a presidente da Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS), Inês Santiago, acredita que os consumidores têm se sentido mais à vontade para o consumo.
“Estamos otimistas, essa é uma data importante para o varejo. Na nossa visão, com o avanço da vacinação, os consumidores ficarão mais à vontade para comprar os presentes e para o consumo de modo geral”.
RESTRIÇÕES
Na semana passada, Mato Grosso do Sul anunciou o retorno de diversas atividades que até então não eram indicadas para estarem abertas, segundo o Programa de Saúde e Segurança na Economia (Prosseguir).
Festas, bingos, teatro, produções musicais e até discotecas e danceterias poderão funcionar, respeitando a capacidade máxima de lotação.
A medida é uma forma que o Estado encontrou para retomar uma certa normalidade, já que MS já tem 78% da população acima de 18 anos com ao menos uma dose das vacinas contra a Covid-19.
A lotação máxima de cada estabelecimento é definida com base na classificação das cidades por cores de bandeira. Nas cidades na bandeira cinza, grau de risco extremo da pandemia, a capacidade máxima é de 30%, na bandeira vermelha, de 50%, na bandeira laranja, de 70%, na amarela, de 90%, e na bandeira verde, de 100%.
Conforme o Prosseguir, Mato Grosso do Sul tem 38 municípios na bandeira vermelha, 31 na bandeira laranja, que representa grau de risco médio, e 10 na bandeira amarela, de grau tolerável.
Não há cidades no risco baixo nem no extremo, representados pelas bandeiras verde e cinza, respectivamente. Campo Grande está classificada na bandeira vermelha.