O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira (16), que o volume de serviços em MS avançou 1,4% em janeiro deste ano.
Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços – PMS, a qual objetiva produzir indicadores para o acompanhamento da evolução do setor de serviços empresariais não financeiros e de seus principais segmentos.
Segundo o levantamento, o aumento aconteceu na passagem de dezembro para janeiro. Neste período, aconteceu o melhor índice de janeiro, desde 2012.
Em comparação a janeiro de 2020, o volume de serviços avançou 15,4%. O mesmo ocorreu no acumulado de janeiro de 2020 a 2021.
Já os dados dos últimos 12 meses, do período de março de 2021 a março de 2022, indicam um avanço de 12,5%.
Serviços cresceram em 15 estados
Em escala nacional, em janeiro de 2022, o volume de serviços variou -0,1% frente a dezembro.
O setor de serviços se encontra 7,0% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e permanece no maior patamar desde agosto de 2015.
Mato Grosso do Sul foi o estado com a décima menor variação em comparação com os outros estados, em janeiro.
Os locais com taxas negativas são o Distrito Federal (-9,1%), Rio de Janeiro (-1,2%) e Minas Gerais (-1,9%). Em contrapartida, São Paulo (0,6%) e Goiás (4,5%) registraram os principais avanços do mês.
Destaque para transporte e serviços profissionais
Segundo os dados, os setores de transportes e de serviços profissionais sustentaram o índice em janeiro no Brasil todo.
Em janeiro, os setores com índices positivos foram: transportes (1,4%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,6%).
Já os setores com maior queda são os serviços de informação e comunicação (- 4,7%), que recuaram pelo segundo mês consecutivo (-4,9%).
Conforme o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, o segmento de tecnologia da informação contribuiu para o resultado de -0,1% do setor de serviços.
“É o segmento que mais se destaca desde janeiro de 2011, com aumento do ritmo de crescimento a partir de maio de 2020, alcançando em dezembro de 2021 o ponto mais alto da série. Apesar dessa queda, o saldo dos últimos 3 meses ainda é positivo em 2,4% e, em relação ao patamar pré-pandemia, o segmento está 35,9% acima”, contextualiza o pesquisador.