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FEVEREIRO

Cesta básica de Campo Grande registra a maior queda no preço entre as capitais

Batata e tomate tiveram queda expressiva no valor e puxaram a deflação da cesta em fevereiro
05/03/2021 12:28 - Glaucea Vaccari


A cesta básica comercializada em Campo Grande ficou 4,67% mais barata em fevereiro, sendo a maior queda registrada entre as capitais pesquisadas.

Para comprar os 13 itens que compõe a cesta, o campo-grandense precisou desembolsar R$ 551,58, o que representa economia de R$ 27,04 em relação ao preço registrado em janeiro, que foi de R$ 578,62.

Dados são de levantamento divulgado hoje (5) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).  

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Apesar de registrar a maior retração, a cesta básica da Capital é a 10ª mais cara entre as 17 capitais onde os preços são analisados.

Conforme a pesquisa, a batata foi o item que teve redução mais expressiva no preço, de -28,94%, e puxou a deflação.

O tubérculo fechou o mês de março com preço médio de R$ 3,02 o quilo.

Conforem o Dieese, a colheita das safras vem abastecendo o mercado e a elevada oferta faz cair o preço da batata.

Também ficaram mais baratos o tomate (-27,53%), banana (-8,86%), manteiga (-3,88%), óleo de soja (-1,61%), açúcar cristal (-1,52%), farinha de trigo (-0,81%) e carne bovina (-0,73%).

Já o feijão carioquinha teve a maior variação no mês, de 10,23%, com preço médio de R$ 7,42 o quilo.

Outros produtos que ficaram mais caros ao consumidor são o café em pó (3,63%), leite integral (1,15%) e o pão francês (0,44%).

Para comprar o conjunto de alimentos que compõe a cesta, trabalhador precisou comprometer 54,21% do salário mínimo.

Ou seja, a cesta básica individual custa mais do que o dobro do salário mínimo, que é de R$ 1.100,00.

A cesta básica familiar, com itens que podem suprir uma família composta por quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças, apresentou custo de R$ 1.654,74, redução de R$ 81,12na comparação com o mês anterior.

No ano, a cesta básica acumula retração de -4,32% em Campo Grande. Já nos últimos 12 meses, o kit de alimentos registra alta de 23,84%.

Considerando os dois primeiros meses deste ano, Campo Grande também é a capital com a maior retração, seguida por Fortaleza e Aracaju, com -2,15 e -1,60, respectivamente.