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EXPECTATIVA

Comércio espera novo fôlego nas vendas com inauguração do Reviva

A previsão de entrega do conjunto de obras na Rua 14 de Julho é no dia 29 de novembro
30/10/2019 10:56 - SÚZAN BENITES


 

A previsão de entrega do Reviva Campo Grande é no dia 29 de novembro. A obra de revitalização da Rua 14 de Julho impactou diretamente nas vendas dos comerciantes da região. Entre otimistas e pessimistas, a expectativa é pela conclusão da obra antes das vendas do Natal.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), João Carlos Polidoro, afirmou que depois de passado o período mais crítico das obras há um fôlego novo. “Percebemos maior ânimo entre os empresários da região e também entre os clientes. Mesmo antes do término da revitalização, a 14 de Julho está mais bonita, mais acessível para o trânsito de pedestres e mais convidativa às compras. O movimento de antes do início das obras ainda não foi retomado, mas com a injeção do 13º salário na economia e a proximidade do fim de ano, esperamos um aquecimento no movimento de clientes e, por consequência, nas vendas”.

Polidoro explica que houve uma queda acentuada no faturamento das empresas no período da reforma, ocasionada pela diminuição do movimento na região, mas já houve uma retomada. “No mês de março deste ano, a ACICG realizou um levantamento que apontou queda de 3,43% no número de imóveis fechados no quadrilátero que compreende a Av. Mato Grosso, Av. Fernando Corrêa da Costa, Av. Calógeras e Rua Rui Barbosa, em comparação com o mesmo período de 2018. Em 2017, primeiro ano da pesquisa realizada pela associação, o número de imóveis fechados na região era de 204, chegando a 211 no ano passado e retornando a 204 em março deste ano”, informou.

De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL-CG), Adelaido Vila, o movimento deve aumentar após a inauguração da obra, em razão da curiosidade da população. “As vendas continuam baixas, tivemos um período de recuperação em ações especiais. Acredito que as vendas devem melhorar neste fim de ano principalmente por conta da curiosidade das pessoas. Nesse período de Natal, todo mundo vai querer ver como ficou a revitalização da 14. Nosso pior problema continua sendo a falta de estacionamentos e nossa ansiedade é em conseguir resolver isso antes da abertura das vendas para o Natal. A Orla Ferroviária poderia ser uma alternativa de estacionamento. Outro problema foi a realocação dos ônibus da 14 de Julho na Rui Barbosa, o que dificulta a chegada das pessoas ao Centro. É preciso pensar o Centro com mais profundidade, ouvindo as pessoas que usam de fato essa região”, explicou.

OBRA

Lançada no dia 15 de maio de 2018, a revitalização da principal via comercial do centro de Campo Grande estava no papel há mais de uma década.  De acordo com o presidente da ACICG, a obra era necessária, pois a região central estava decadente, perdendo espaço para os bairros e shop­pings. “Com o fim da revitalização em andamento, já podemos observar mais atrativos para que o consumidor continue vindo fazer suas compras. Apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelos empresários, que viram o faturamento despencar em função dos transtornos causados pela obra do Reviva, o Centro continua sendo uma opção para quem quer empreender na Cidade Morena. Vimos algumas lojas fecharem e novas empresas se estabelecerem trazendo conceitos diferentes, com grande expectativa para o que o Centro promete se tornar.

A maior expectativa dos comerciantes no momento é de que a obra seja concluída antes do principal período de vendas para o comércio, que é o Natal. Se o cronograma de obras for respeitado, este ano o campo-grandense poderá aproveitar o Centro já revitalizado e isso impactará diretamente nas vendas. Com as obras concluídas, esperamos que o movimento na região seja retomado, impulsionando as vendas”, conclui Polidoro.

COMERCIANTES

Os comerciantes da região central apostam em boas vendas no período das festas de fim de ano. Para a empresária Sueli de Melo Padovani, da loja de roupas Rosa de Sarom, o momento é de expectativas positivas. “Durante a reforma, as vendas despencaram, eu tive até que demitir uma funcionária. Agora já houve mudanças, sim, positivas, voltamos ao mesmo nível de vendas de antes da reforma. Eu já estou pensando em contratações por conta do fim de ano. Para o fim do ano, nossa expectativa é ótima, porque após a inauguração da obra as pessoas vão querer ver como está o Centro. Eu acredito que teremos ótimas vendas em dezembro”. 

O proprietário da ótica Color Zoom, Nilson Carvalho Vieira, está há mais de 30 anos na 14 de julho e diz que a obra causou prejuízos, mas acredita que dezembro traga crescimento. “Eu tive uma diminuição significativa, demiti mais de dez funcionários em função da obra. Neste último mês, registramos um leve crescimento nas vendas, acredito que com as festas de fim de ano teremos um acréscimo. Mas depois vai cair novamente, acho que não volta a ser do nível que era antes”, aponta o comerciante.  

O gerente de vendas da loja Passaletti, Raphael Alexandre Araújo de Souza, diz que hoje a obra não tem mais o impacto de antes, como bagunça, barulho, etc. “Porém, ainda estamos bem abaixo do ano passado nas vendas. Reduzimos o nosso quadro de colaboradores em  20%. Após a inauguração da 14, estamos com muitas expectativas positivas, de que teremos um ótimo dezembro, mas com receio pelo fato das vagas de estacionamento que foram perdidas”.

Outro que aponta a ansiedade do setor é o gerente da Estilo e Moda, Emerson Caprara. “Estamos ansiosos, porém, apreensivos. Nós demitimos metade da equipe, eram 12 vendedoras, hoje temos seis. A expectativa com o fim do ano é que geralmente começa a melhorar em outubro e não tivemos essa melhora. Mas estamos torcendo para que após a inauguração sejam boas as vendas. Provavelmente, vamos contratar quatro vendedores”.

Felpuda


Comentários maldosos nos meios políticos dão conta que duas figurinhas que se rebelaram contra os próprios colegas poderão ficar no sereno político e, de forma indireta, serem personagens das próprias manifestações.

Um deles defendeu a redução do número de vereadores, e o outro disse ter vergonha de exercer o cargo. Agora enfrentam altos e baixos na campanha eleitoral.