Correio Rural

BOVINOCULTURA LEITE

Tempo seco impulsiona preço do leite e aumento no preço chega a 7,7%

Levantamento feito pelo Conseleite/MS estima litro em R$ 1,12

Aline Oliveira

21/06/2018 - 16h36

O início do inverno em Mato Grosso do Sul influencia diretamente no tempo seco e com baixo volume de chuvas, e o reflexo sentido na pecuária de leite é a diminuição na produção diária. 

Com a diminuição na oferta do produto, o valor aumenta e segundo levantamento divulgado pelo Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite em Mato Grosso do Sul (Conseleite/MS), a projeção é de que o valor alcance  R$ 1,12, por litro produzido, registrando um aumento de 7,7% em relação ao mês de maio. 

A informação foi confirmada pelo boletim de bovinocultura de leite divulgado mensalmente pela Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul). De acordo com analista técnica da instituição, Eliamar Oliveira, a queda na produção é o principal fator que influencia no atual cenário do setor leiteiro:

“Estamos no período da entressafra, com isso verificamos um volume produzido menor, o que intensifica a concorrência entre as indústrias na captação do leite”, argumenta. 

OUTRAS ANÁLISES

O relatório regional detalha ainda que considerando os estabelecimentos sob Sistema de Inspeção Federal (SIF) e Inspeção Estadual (SIE), a produção total registrada foi a menor do primeiro quadrimestre de 2018. O volume captado foi 74,5 milhões de litros, 19,8% inferior ao volume de igual período de 2017, quando foram captados 92,9 milhões de litros.

No setor de exportações, o cenário não foi positivo e a balança comercial brasileira de lácteos foi deficitária em US$ 34,7 milhões, o maior saldo negativo dos primeiros cinco meses de 2018. As importações foram elevadas, superaram os US$ 11 milhões e as exportações não registraram bom desempenho. 

Outra informação que auxilia no entendimento da baixa rentabilidade da atividade leiteira é a relação de troca entre leite e milho. Na prática, um produtor precisou produzir 32,27 litros de leite para comprar um quilo de milho utilizado na alimentação animal. 

Essa relação foi desfavorável para o produtor considerando que foi 12,57% superior ao volume registrado em janeiro, quando foram necessários 28,66 litros de leite para comprar um quilo de milho. 

No comparativo com igual período de 2017 a queda no poder de compra do produtor foi ainda mais acentuada, pois a quantidade de leite para adquirir um quilograma de milho foi 65,9% superior aos 19,45 litros registrados em maio de 2017. 

 

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