Correio Rural

AGRICULTURA

Em MS sojicultores se unem, dividem software e elevam produtividade em 15%

Segundo Aprosoja/MS a iniciativa é replicável e pode avançar a produtividade do Estado

Aline Oliveira

28/07/2018 - 21h00
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A safra de soja 2017/18 que acarretou recordes ao Mato Grosso do Sul, com produtividade de 59,7 sacas por hectare, superior aos estados vizinho como Goiás, Mato Grosso e Paraná, pode ser ainda melhor. É o que mostrou o agricultor e presidente da Fundação MS, Luciano Mendes, durante o Grupo de Troca de Experiências (GTE), promovido pelo MNP e Famasul Jovem, nesta sexta-feira (27), no Sindicato Rural de Campo Grande.

Mendes apresentou resultados de um grupo que reúne 18 propriedades rurais, e um total de 24 mil hectares, na região de Maracaju e Sidrolândia, com exceção de uma propriedade em Terenos e outra em Antônio João. Em quatro anos o grupo elevou a produtividade em 15%, fechando a última safra em 71 sacas por hectare. 

“O grupo surgiu a partir de um grupo menor, de cerca de cinco pessoas, que já queria realizar um trabalho de benchmarking. Vinhamos discutindo a troca do sistema de gestão, com a finalidade de colocar um sistema único, com o mesmo plano de contas, que viabilizasse análises frequentes”, pontua o agricultor que atingiu 75 sacas por hectare na última safra e trabalha sob a meta de chegar a 80 no próximo ciclo.

Entre os principais resultados para o grupo o presidente da Fundação MS citou a evolução dos processos de produção: plantio, pulverização, avaliação da qualidade das sementes. “Começamos a olhar onde tínhamos perda de produtividade e melhorar esses pontos. Do contrário, ficaríamos acomodados. O grupo serve para tirar a gente da zona de conforto”.

O investimento constante em tecnologia faz com que o grupo consiga extrair o potencial máximo da lavoura. “A gente tem uma dependência climática grande. Diante disso, o que conseguimos fazer é a adoção de tecnologias para minimizar ao máximo o problema de estiagem, principalmente”, relata ao revelar sua meta pessoal de produzir 80 sacas por hectare na próxima safra. “Apesar dos custos em alta, principalmente com insumos, o retorno dos investimentos vem com a produtividade, completa Mendes.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), Juliano Schmaedecke, é integrante do grupo. “A iniciativa é replicável, basta que o agricultor esteja disposto a participar, compartilhando seus erros e acertos”, relata o presidente ao apontar que o grupo sobe a régua na produção de soja e pode estimular melhorias na margem líquida do produtor rural.

Entre as curiosidades do grupo, Mendes apresentou as Estratégias ABCDEFG. “O que salta aos olhos é a escolha do posicionamento de variedades, avaliando desde o material que se planta, época e outros processos fundamentais, que estão diretamente relacionados ao sucesso da safra. O segundo tópico que considero mais importante é o D, relacionado ao controle de doenças, e a partir desta estratégia entramos mais cedo para proteger a planta deixando 1/3 inferior o risco das doenças conhecidas como de final de ciclo, mas que entram no início do ciclo”.

Para o presidente do Movimento Nacional dos Produtores (MNP), Rafael Gratão, o objetivo do GTE foi cumprido, a partir do momento que provoca novas ideias entre os participantes.

“A intenção é reunir um pequeno grupo para debater um tema específico que possa contribuir de alguma forma. Quando falamos no avanço de produtividade da soja, provocamos o agricultor e mostramos novas alternativas, a partir de pessoas que conhecem a fundo”, destaca Gratão que participou do evento juntamente com o presidente do Sistema Famasul, Maurício Saito e com o Secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel.

*Com informações Agroagência

 

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