Correio Rural
MILHO SAFRINHA
Produção de milho em MS tem queda estimada em 32%
Informação foi divulgada no 12º levantamento de grãos da Conab
Produção do milho safrinha em Mato Grosso do Sul fechou com queda de 32% na safra 2017/2018, totalizando 6,536 milhões de toneladas, frente a 9,690 milhões no ciclo anterior. Os dados são do 12º e último levantamento de grãos desta safra, divulgado hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Ainda conforme o estudo, a área plantada do cereal teve recuo de 2,3% no Estado e saiu de 1,759 milhão de hectares para 1,720 milhão de hectares. A produtividade da cultura apresentou redução ainda mais expressiva (-30,4%), ficando em 3.800 quilos por hectare, ante 5.460 kg/ha na safra 2016/2017.
De acordo com a Conab, a semeadura do milho em Mato Grosso do Sul só deslanchou após a segunda quinzena de fevereiro, estendendo até o início de abril, saindo, portanto, do período recomendado pelo zoneamento agropecuário, o qual define que o cultivo deve ser semeado no máximo até 15 de março.
A área cultivada foi de 1,72 milhão de hectares, 2,3% menor em relação ao ano anterior. “A redução de área não foi maior devido a recuperação dos valores do cereal devido à quebra na safra argentina, o que acabou estimulando os produtores a arriscarem a semeadura mesmo fora do período recomendado, o que normalmente é feito com o uso de baixa tecnologia”.
O estudo destaca ainda que o clima se comportou bem, da germinação da cultura até o início de abril, quando ocorreu um veranico com duração de 40 dias na porção sudoeste, sul e sudeste de Mato Grosso do Sul, provocando uma redução de aproximadamente 30% na produtividade dessas áreas. “Devido aos atrasos em cadeia, a colheita de milho adentrará em setembro”, destaca o estudo.
Produção total
A produção total de grãos em Mato Grosso do Sul teve queda de 11,6% nesta safra, saindo de 18,784 milhões de toneladas para 16,608 milhões de toneladas. Apenas a área total cultivada teve resultado positivo e avançou 2,3%, ficando em 4,54 milhões de hectares, frente a 4,44 milhões na safra anterior.
Neste quesito, um dos destaques é a soja, que teve incremento de 5,9% na área plantada em rleação à safra passada. Segundo a Conab, esse avanço ocorreu sobre as pastagens, atingindo um total de 2,67 milhões de hectares. “A produtividade da soja foi recorde, atingindo a média de 3.593 kg/ha, que corresponde a um aumento de 5,7% em relação ao ano anterior, que fez com que a produção atingisse o volume de 9,6 milhões de toneladas”, consta no levantamento.
A produtividade da safra total de grãos sul-mato-grossense também fechou em queda (-13,6%), ficando em 3.654 quilos por hectare. Na safra 2016/2017, havia sido de 4.229 kg/ha.
NACIONAL
A produção brasileira de grãos fecha o ciclo 2017/2018 com produção estimada em 228,3 milhões de toneladas, segundo a Conab. O número confirma a colheita como a segunda maior do país, atrás apenas que a registrada na safra passada. A área manteve-se próxima à estabilidade, com ligeira alta de 1,4%, passando de 60,9 milhões de hectares para 61,7 milhões de hectares.
A soja segue como importante destaque entre as culturas analisadas, apresentando crescimento de área e produtividade. O espaço destinado ao grão nas lavouras cresceu, sobretudo, em áreas destinadas à produção de milho 1ª safra, devido a melhor rentabilidade ao produtor. Além disso, as condições climáticas foram favoráveis à cultura, apesar de a estiagem ter atrasado o plantio. Com isso, a oleaginosa registrou produção recorde, chegando a uma colheita de 119,3 milhões de toneladas.
Com o mercado favorecendo o produtor, o algodão é outro destaque positivo nesta safra. Com uma área plantada de 1,17 milhão de hectares, o que representa um crescimento de aproximadamente 25%, e uma produtividade (algodão em caroço) de 4.267 quilos por hectare, o produto registra produção de 5 milhões de toneladas.
O desempenho da safra atual só não foi melhor devido à produtividade que registrou queda em nível nacional de 5,2%, impulsionada, principalmente, pelo desempenho do milho segunda safra em quase todas as regiões brasileiras. Segundo análise da Conab, o atraso no plantio da soja fez com que os agricultores perdessem a janela ideal para plantar, o que gerou impacto direto na produtividade. Além disso, a área destinada para o grão também diminuiu, uma vez que as condições de mercado não estavam tão favoráveis como em outros anos.
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