Pecuaristas associados à Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável (ABPO) podem receber R$ 91,50 a mais por cabeça de gado, por meio do programa Carne Sustentável do Pantanal, do governo de MS.
A conta é uma simulação e leva em consideração uma vaca de 15 arrobas. Nesta situação, o pecuarista receberia um incentivo de R$ 112,50, repassaria R$ 21 a outras entidades e ainda colocaria no bolso R$ 91,50.
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Os valores que os produtores recebem a mais por animal abatido são oriundos dos descontos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) proporcionados àqueles que se dedicam à produção de animais orgânicos e sustentáveis, com isenção de 67% e 50% do imposto, respectivamente.
O mais comum entre os atuais associados da ABPO é a categoria de animais sustentáveis, que cumprem com as legislações vigentes e que tenham origem no Pantanal, que podem ser terminados em fazendas certificadas fora da planície pantaneira.
Já o orgânico exige mais do produtor rural, uma vez que, além de sustentável, os animais não recebem medicamentos alopáticos em prevenções sanitárias e a dieta deve ser baseada em pastagens naturais livres de defensivos químicos e adubos químicos solúveis, sendo vedado o uso de ureia e grãos transgênicos na suplementação.
O secretário-executivo da ABPO, Silvio Balduino, reforça que há suporte técnico para todas as etapas exigidas pelo protocolo e salienta que esse é um formato de pecuária moderna, que veio para ficar.
“Na pecuária, assim como em todas as outras atividades produtivas, econômicas e empresariais, a margem vem diminuindo muito ao longo dos anos, tivemos um aumento expressivo nos custos de produção, então, toda remuneração extra possível é importante e contribui para que você tenha uma melhora na sua rentabilidade final", ressalta.
"Por esse ângulo, o incentivo fiscal que o governo do Estado oferece se torna um diferencial importante, mas só ele não garante e não salva o produtor, ele precisa ter todo o processo bem delimitado, bem trabalhado dentro da sua propriedade, para que consiga se manter na atividade de forma rentável”, finaliza.