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IMPACTO

Do pão aos cosméticos: como alta do dólar influencia no dia a dia

Economista explica efeitos da valorização da moeda norte americana no Brasil
17/05/2020 17:45 - Súzan Benites


O dólar tem batido recordes de valorização frente ao real nos últimos meses. Na quinta-feira (14) a moeda norte americana encostou nos R$ 6 e fechou a sexta-feira (15) cotada a R$ 5,83. No mês, a moeda acumula valorização de 7,36% e no ano, de 45%, com o real registrando o pior desempenho internacional ante a moeda americana nos dois períodos. A alta da moeda norte americana pode influenciar nos preços de muitos produtos como pão francês, cosméticos, tecnologia e produtos de higiene.

De acordo com a economista, Daniela Dias, a cotação do dólar atua principalmente em duas vertentes: exportações e importações. Para o envio dos produtos brasileiros ao exterior, o momento acaba sendo propício. “Quando o dólar está muito alto significa temos um atrativo maior para as exportações. Os nossos produtos eles ficam bastante competitivos no mercado internacional frente a outros. Exatamente devido a desvalorização do real frente ao dólar então eu preciso de muito menos dólar para comprar os produtos brasileiros, o que seria uma vantagem para as exportações”, explicou Daniela.

Já para o lado das importações a desvalorização do real tem o efeito contrário, ou seja, os produtos que vem de outros países ficam mais caros. Como é o caso de cosméticos, produtos de higiene, acessórios, peças de computador, entre outros. “O fato é que diversos produtos têm os seus preços ditados no mercado internacional, então enquanto o dólar está muito caro significa que é muito caro comprar insumos. Como um pesticida, um produto industrializado, até mesmo trigo que é utilizado no pãozinho de cada dia e isso pode fazer com que os produtos comercializados internamente fiquem mais caros”, disse Daniela.

A influência da cotação não é prejudicial somente quando o produto final é importado, mas também quando em alguma parte da cadeia produtiva o item seja impactado pela moeda. “Lá na produção, se eles precisam importar o inseticida, por exemplo, a produção pode ficar mais cara, aí consequentemente isso é passado para o processamento e por fim chega ao mercado mais caro, isso quando a produção é no Brasil”, contextualizou Daniela. 

Os produtos derivados do petróleo, como gasolina e diesel, também poderiam sofrer com a alta da moeda norte americana. “O que tem segurado o preço dos combustíveis no Brasil é a redução da demanda. A gente tem ainda diversos outros produtos que vem de outros países, eletrônicos, roupas que vem da China, Taiwan, então assim a cotação geralmente se dá em dólar e esses produtos acabam ficando mais caros. Assim como jogos, vinho e até mesmo na parte alimentícia”, completou Daniela. 

A economista lembra que para viajar seria um péssimo momento, mas com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), as viagens de turismo foram todas canceladas. 

 

Felpuda


A lista do Tribunal  de Contas de MS,  com nomes de gestores que tiveram reprovados os balanços financeiros  de quando exerceram cargos públicos,  está deixando  muitos candidatos de cabeça quente.  Conforme previsto  pelo Diálogo, adversários estão se utilizando de tais dados para cobrar, principalmente nas redes sociais, deixando alguns gestores na maior saia justa e tendo que se explicar. O eleitor, por enquanto, só observa. E dê-lhe!