Empregos e Carreira

ampliação

Hospitais e ONGs empregam educador

Hospitais e ONGs empregam educador

Redação

20/07/2011 - 22h00
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O pedagogo vai sair da escola. Nos próximos anos, ele deve encontrar oportunidades de trabalho em ONGs, agências internacionais, hospitais e no setor de recursos humanos de empresas.

"O segmento do não escolar se amplia rapidamente", diz Roseli Fishmann, professora de pós-graduação da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo) e coordenadora dos cursos de pós-graduação em educação da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo).

Trabalhar fora da escola é condição permitida ao profissional desde 2006, respeitando resolução do CNE (Conselho Nacional de Educação).

Nesse contexto, está em alta a pedagogia hospitalar --atendimento a crianças que não podem ir ao colégio. "Isso se justifica pela ampliação desse setor desde a década de 1990", afirma Lucy Fernandes, coordenadora do curso de pedagogia do Centro Universitário São Camilo.

Educação inclusiva

Outros desafios para o novo professor convergem: a educação inclusiva e a voltada para a cidadania, que abrem portas em projetos humanitários de agências internacionais e ONGs.

"A escolha de trabalhar em projetos sociais, hospitais ou comunidades afastadas tem muito mais relação com a vocação do educador do que com uma busca por melhores salários", observa Fishmann.

A docente ainda aponta o ensino a distância como um campo promissor devido ao seu caráter democrático. "É uma área muito ligada às novas tecnologias", menciona.

No setor de recursos humanos das empresas, o professor terá espaço como psicopedagogo -responsável por mapear dificuldades de aprendizado de funcionários.

Na escola

Segundo educadores, a tarefa de professor no seu conceito mais clássico ainda é o que leva à opção por pedagogia.

A maior parte dos profissionais é absorvida pelo sistema público de educação, que oferece estabilidade e um plano de carreira. Na contramão, perde em salários, menores que os de escolas particulares.

Nos colégios privados considerados de excelência, um professor que tem três anos de experiência e fluência em língua estrangeira recebe, em média, R$ 6.000 mensais por 40 horas semanais. Sem experiência, mas com boa formação, incluindo uma especialização, a renda mensal alcança R$ 3.000.

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