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CAMPO GRANDE

Litro do etanol volta a ser vendido a menos de R$ 3

Queda na demanda e repasse tardio da redução do ICMS levaram o preço ao menor valor em quase três anos
18/04/2020 09:00 - Súzan Benites


 

A expectativa dos consumidores era de que o preço do etanol fosse reduzido após a queda no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em fevereiro deste ano. A alíquota, que era de 25%, passou para 20%. No entanto, a queda no preço do litro do combustível só apareceu agora em razão da redução de 60% nas vendas, causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).  

O litro do etanol é comercializado abaixo de R$ 3 em Campo Grande. É a primeira vez desde julho de 2017 que o litro do combustível é vendido abaixo de R$ 3 na Capital.

Nesta sexta-feira (17), a reportagem do Correio do Estado encontrou postos de combustíveis comercializando o litro do etanol por R$ 2,89.  

Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência (Sinpetro-MS), a queda na comercialização dos combustíveis fez com que os preços baixassem.

“A queda de vendas nos últimos 30 dias foi, em média, de 60%, e o preço da gasolina caiu por causa da queda na comercialização e também das reduções do preço do barril de petróleo no mercado internacional”, explicou o diretor do Sinpetro, Edson Lazarotto.

Levantamento realizado semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que, na semana passada, o litro do etanol custava, em média, R$ 3,404 no Estado, indo de R$ 3,099 a R$ 3,999. A média de preços praticados em Campo Grande era de R$ 3,302, com o menor valor em R$ 3,099 e o maior em R$ 3,680.

Na primeira semana de fevereiro, o etanol chegou a bater R$ 3,713; e no mesmo mês do ano passado o litro custava R$ 3,168. Conforme a série histórica da ANP, o combustível só foi comercializado com valor abaixo de R$ 3 em Mato Grosso do Sul em julho de 2017, quando o litro do etanol custava R$ 2,903.  

O levantamento com os preços praticados nesta semana deve ser divulgado pela agência neste sábado (18).

GASOLINA

A gasolina também registrou nova queda de preços nas bombas e pode ser encontrada por menos de R$ 4 em Campo Grande. Mesmo após a reabertura do comércio, o preço médio continuou com tendência de baixa.

Em Campo Grande, dados da ANP apontam que a gasolina foi de R$ 4,039 a R$ 4,428 na semana passada. Porém, levantamento realizado pelo Correio do Estado nos postos encontrou o litro da gasolina sendo comercializado a R$ 3,98.  

No mês passado, a Petrobras anunciou quatro reduções de preços nas refinarias que, somadas, chegaram a 35%. Conforme os dados da ANP, em MS, o litro da gasolina era comercializado, em  média, a R$ 4,23 até o dia 11 de abril. Enquanto na segunda quinzena de março o preço praticado era de R$ 4,527.  

A retração dos preços dos combustíveis começou a ser observada a partir do dia 21 de março, semana em que foram decretadas medidas de restrição de circulação para conter o avanço do contágio do coronavírus. A medida diminuiu o número de veículos circulando nas vias.

PARIDADE

Com o preço do etanol menor, muitos acreditam que compensa substituir o combustível pela gasolina. Para saber se vale a pena, é possível fazer uma conta simples, sem levar em consideração todas as nuances envolvidas no processo. Basta multiplicar o preço da gasolina por 0,7. O resultado apontará o preço máximo que o etanol deve custar para valer a pena. O indicador leva em conta uma média de rendimentos dos combustíveis.  

Se considerarmos o preço médio da gasolina a R$ 3,98, o litro do etanol só seria vantajoso se custasse até R$ 2,786.  

O diretor do Sinpetro reforçou que por este preço “ainda não compensa abastecer com etanol porque o preço da gasolina também baixou na mesma proporção”.

 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.