Economia

MERCADO DE TRABALHO

Metade das vagas formais abertas em 2020 é de trabalho sem jornada e salário fixos

Modalidade "trabalho intermitente" puxou contratações com carteira assinada em 2020

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A abertura de mais de 142 mil empregos com carteira assinada no ano passado, em período de crise econômica, foi puxada pela contratação de empregados na modalidade de trabalho intermitente, que não prevê jornada e salário fixos.

Criado na reforma trabalhista de 2017, esse tipo de contrato representou mais da metade das vagas geradas em 2020. Foram mais de 73,1 mil no formato intermitente.

Isso representa uma explosão no peso dessas contratações no país. Em 2018 e 2019, primeiros dois anos completos em que a medida esteve em vigor, esse formato de contrato de trabalho representou, respectivamente, 9,4% e 13,3% de todas os postos com carteira assinada criados no ano.

Aprovada durante a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB), a reforma flexibilizou a legislação trabalhista. Foi aberta a possibilidade de as empresas fazerem contratações por períodos menores do que as 40 horas semanais.

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Uma das mudanças foi o trabalho intermitente, no qual o funcionário recebe pelas horas trabalhadas, mas não há uma jornada previamente estabelecida. O patrão convoca o empregado com antecedência para suprir uma demanda temporária, por exemplo, o serviço de bufê em uma festa.

Esse tipo de contrato é com carteira assinada e não tem prazo para ser encerrado. Se for demitido, o trabalhador tem direito ao seguro desemprego.

Apesar do salto na geração de vagas de trabalho intermitente em 2020, essa modalidade soma 230 mil vínculos empregatícios no país atualmente e, portanto, ainda representa menos de 1% de todo o estoque de emprego formal -quase 39 milhões de carteiras assinadas.

Pesquisador da área de Economia Aplicada do FGV/IBRE, Daniel Duque acredita que a forte participação desses contratos nas vagas abertas em 2020 não deve se repetir nos próximos anos.

“A crise é uma força econômica que empurra o mercado de trabalho para uma maior flexibilização. Há muitas incertezas em relação a essa crise, que, dependendo do grau da pandemia, provoca fechamento ou abertura de atividades. Então uma contrato mais flexível pode ser mais adequado”, disse Duque.

 

Setores

Os setores que mais contrataram pelo modelo intermitente foram serviços e indústria. “Está cada vez mais normal a indústria produzir de acordo com a demanda. Eu acredito que o contrato intermitente deve continuar crescendo no setor”, afirmou o pesquisador.

Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o contrato intermitente gera uma renda baixa ao trabalhador e, em 2019, um em cada cinco desses vínculos não foi acionado no ano, ou seja, o empregado não recebeu salário já que não trabalhou.

O Ministério da Economia afirma que o trabalhador intermitente, na média, recebeu remuneração superior ao salário mínimo e que, sem essa nova modalidade de contrato, os 230 mil trabalhadores intermitentes cairiam na informalidade, sem proteção social.

“Para o ano de 2021, trata-se de uma importante modalidade de contrato que pode novamente ser útil ao longo do ano”, prevê a pasta, ressaltando que o contrato intermitente tem se mostrado importante num período de medidas de distanciamento social.

A reforma de Temer também ampliou as possibilidade de contrato de trabalho parcial. O teto passou de 25 horas semanais para ser de 30 horas semanais, sem horas extras, ou até 26 horas semanais, podendo ter acréscimo de outras 6 horas suplementares.

O contrato de trabalho parcial, que já era previsto na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), também é por tempo indeterminado e é indicado para casos de trabalho excedente e constante, mas que não há necessidade de um funcionário por jornada extensa. Essa modalidade também dá direito a seguro desemprego.

Ao contrário do trabalho intermitente, que abriu mais de 73 mil postos no ano passado, as contratações em jornada parcial recuaram. Foram fechadas 13,1 mil vagas desse tipo.

Julgamento

O STF (Supremo Tribunal Federal) julga uma ação para decidir se o trabalho intermitente segue as normas da Constituição. O questionamento foi apresentado por movimentos sindicais, que consideram a modalidade de contrato uma precarização do trabalho por não oferecer uma proteção e previsibilidade mínima ao empregado.

O julgamento não foi concluído e ainda não tem prazo para ser retomado. Até o momento, três ministros votaram. O relator, Edson Fachin, disse que o contrato intermitente é inconstitucional. Já os ministros Nunes Marques e Alexandre de Moraes votaram a favor do novo tipo de contratação.

Para o relator, imprevisibilidade da relação de trabalho intermitente deixa o trabalhador em situação de fragilidade e vulnerabilidade social.

Marques, por sua vez, argumentou que o contrato intermitente é constitucional, pois assegura ao trabalhador o pagamento proporcional do repouso semanal remunerado, recolhimentos previdenciários e férias e 13º salário.

O governo reúne dados para evitar uma derrota no STF. Uma das linhas de argumentação é aproximar o trabalho intermitente do modelo de jornada parcial.

Segundo o Ministério da Economia, em média, o empregado com contrato intermitente trabalha 23,04 horas por semana. No caso dos vínculos de trabalho parcial, essa média é de 22,8 horas. As informações são da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) referente a 2019.

Além disso, o governo reforçará que o pagamento não pode ser inferior ao valor do salário mínimo por hora (R$ 5, em 2021) ou valor pago a outros empregados que exercem a mesma função.

Economia

Produção de veículos tem melhor setembro desde 2014, diz Anfavea

Houve crescimento de 10,2% em relação ao mesmo mês de 2025

07/10/2026 21h00

transito

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Apesar de apresentar queda de 1,1% em relação a agosto, a produção de veículos no Brasil – que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões – teve um bom desempenho em setembro, com crescimento de 10,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo balanço divulgado na tarde desta quarta-feira (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), este foi o melhor mês de setembro desde 2014, com uma produção de 268,3 mil veículos.

No acumulado do ano, entre janeiro e setembro, a alta é de 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado, com quase 2,2 milhões de unidades produzidas. No entanto, alerta a associação, das 173 mil unidades produzidas a mais na comparação com o ano passado, apenas 50 mil foram fabricadas totalmente no país. O restante ocorreu nos regimes CKD (Completely Knocked Down) e SKD (Semi Knocked Down), que permitem a montagem final dos automóveis no Brasil.

Além do crescimento na produção, em setembro, o setor também apresentou o maior volume de emplacamentos para o mês desde 2014, com 281,4 mil unidades comercializadas. Isso foi impulsionado principalmente pelas vendas de automóveis, que avançaram 22,5% no ano.

“Esse mês de setembro foi o maior volume desde 2014. Há muito tempo a gente não tinha um mês de setembro tão bom”, disse o presidente da Anfavea, Igor Calvet, em entrevista coletiva concedida hoje.

Enquanto houve aumento na produção e nos emplacamentos, as exportações continuaram em queda, sem apresentar sinal de recuperação. Há seis meses, segundo a Anfavea, as exportações estão estagnadas em um patamar mensal abaixo de 40 mil unidades, principalmente por causa da situação da Argentina e da perda de participação dos veículos brasileiros para os modelos chineses e mexicanos.

Em setembro, foram exportadas 39,8 mil unidades, alta de 0,1% sobre agosto e queda de 24,2% sobre setembro do ano passado.

“A gente depende muito da Argentina e 96% dessa queda pode ser explicada pela queda [das exportações] para a Argentina”, disse Calvet.

Além disso, destacou ele, as importações de veículos vêm apresentando alta, com crescimento de 34,9% sobre setembro do ano passado. “As importações cresceram 30% no acumulado [do ano] e a nossa exportação tem crescido 20%. Então, a gente não só está aumentando o que compramos do exterior, como também diminuindo a nossa venda para o exterior”, ressaltou o presidente da entidade.

Revisão

Com o bom desempenho observado ao longo deste ano tanto de vendas quanto de produção, a Anfavea decidiu revisar as projeções de fechamento do setor para o final de 2026.

A expectativa da associação é que o Brasil feche o ano com 3,1 milhões de autoveículos emplacados, um patamar que não é alcançado desde 2014. Se isso se confirmar, a Anfavea estima que o crescimento será de 15,2% em relação a 2025, acima dos 2,7% que haviam sido previstos no início deste ano. Este avanço, diz a associação, deve ser impulsionado pelos segmentos de automóveis e comerciais leves, cuja expectativa de crescimento passou para 16,4%.

A produção, por sua vez, também deve registrar um desempenho positivo, mas ainda distante do potencial da demanda interna. A projeção de crescimento passou de 3,7% para 6,7%, com um volume superior a 2,8 milhões de unidades, o que seria o melhor resultado desde 2019.

Por outro lado, o segmento de veículos pesados, composto por caminhões e ônibus, ainda deverá encerrar o ano com uma retração de 6,5% nos emplacamentos. Segundo as projeções, as exportações também devem ter desempenho negativo, com queda de 17,7%.

Loterias

Resultado da Dia de Sorte de hoje, concurso 1317, quarta-feira (07/10)

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso.

07/10/2026 20h28

Confira o resultado do Dia de Sorte

Confira o resultado do Dia de Sorte divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1317 da Dia de Sorte na noite desta quarta-feira, 7 de outubro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 3 milhões.

Confira o resultado da Dia de Sorte de hoje!

Os números da Dia de Sorte 1317 são:

  • 07 - 31 - 16 - 04 - 25 - 27 - 28
  • Mês da sorte: 03 - Março

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1318

Como a Dia de Sorte tem seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quinta-feira, 8 de outubro, a partir das 20 horas, pelo concurso 1318. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 19h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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