Economia

CLASSE MÉDIA

Novas regras e recursos para o Minha Casa, Minha Vida devem frear vendas de imóveis

No Estado, foram assinados contratos que totalizaram R$ 48,7 milhões para a construção de moradias populares

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As novas regras para o financiamento imobiliário e a disponibilização de recursos destinados ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em Mato Grosso do Sul podem diminuir a venda de imóveis para a classe média, priorizando habitações para famílias de baixa renda. Neste mês, foram assinados três contratos, totalizando R$ 48,7 milhões destinados à construção de moradias no Estado. 

O programa Minha Casa, Minha Vida passou por uma série de ajustes e vem enfrentando a deterioração das contas públicas e ainda a dos recursos da poupança. Com isso, o programa idealizado para reduzir o deficit habitacional, especialmente para a população de baixa renda, tem operado cada vez mais com a classe média, cenário que pode sofrer mudanças com as recentes mudanças nos financiamentos da Caixa Econômica Federal e com a injeção de novos recursos do MCMV.

Para o presidente do Sindicato da Habitação de Mato Grosso do Sul (Secovi-MS), Geraldo Paiva, o reflexo será justamente a redução nas vendas para a classe média de imóveis acima de R$ 1,5 milhão em MS.

“Essa faixa terá que recorrer a bancos que operam em financiamentos imobiliários com juros mais altos que os do Minha Casa, Minha Vida”, aponta.

Paiva reitera que os depósitos da caderneta de poupança estão baixos, o que reflete na redução ainda maior de capital para financiamentos da classe média.“A classe de melhor renda normalmente não se utiliza de financiamentos para compra de imóveis”, pontua.

O presidente do Secovi-MS reforça que as vendas para imóveis de valores acima de R$ 1,5 milhão ficarão mais difíceis, afastando parte dos construtores. “Isso pode influenciar tanto o preço do imóvel como fará a mão de obra se deslocar para produção de imóveis mais populares”, analisa Paiva.

Em contrapartida, no aspecto econômico, o mestre em Economia Lucas Mikael destaca que a injeção de capital no programa pode estimular a construção civil e a economia local, criando empregos e impulsionando o mercado imobiliário.

“Contudo, é essencial que essa estratégia não apenas mantenha o fluxo de recursos, mas também foque em garantir que as necessidades das populações mais vulneráveis sejam atendidas, para que o Minha Casa, Minha Vida permaneça fiel à sua missão original de promover moradia digna para todos”, frisa.

CLASSE MÉDIA

Dados do Ministério das Cidades revelam que as operações do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que atendem ao MCMV tiveram a maior expansão no público com renda entre R$ 4,4 mil e R$ 8 mil.

De janeiro a julho, as contratações para famílias nesse estrato de renda praticamente dobraram na comparação com o mesmo período do ano passado. Por outro lado, as operações feitas com a faixa 1 (famílias com renda de até R$ 2.640) subiram 27,74% e com a faixa 2 (renda entre R$ 2.640 e
R$ 4.400), 23,82%.

Em Mato Grosso do Sul, o aumento foi de 56,7%. De janeiro a julho do ano passado, 3.371 unidades habitacionais foram financiadas com recursos do FGTS, ante 5.283 no mesmo período deste ano.

Mikael ressalta que esse aumento expressivo reflete um maior acesso das famílias à habitação, demonstrando a eficácia das políticas habitacionais e o uso dos saques do FGTS como uma ferramenta importante para facilitar a aquisição da casa própria.

“O crescimento nas contratações é um indicativo positivo para o mercado imobiliário e para a redução do deficit habitacional no Estado”, avalia.

O economista pontua ainda que a modalidade de financiamento tem se mostrado uma alternativa viável para muitas famílias, facilitando o acesso à casa própria e contribuindo para o crescimento do mercado imobiliário local. 

NOVAS REGRAS

A partir do dia 1/11, a Caixa passou a financiar uma parte menor do imóvel e a exigir uma entrada maior nos financiamentos que utilizam recursos da poupança, no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

No caso do modelo SAC de amortização, em que as parcelas diminuem com o tempo, a entrada vai subir de 20% para 30%. Já no caso do Price, cujas mensalidades são fixas, a entrada mínima será a metade do preço do imóvel.

Na prática, se um imóvel custa R$ 100 mil, no modelo SAC, o cliente teria que arcar com uma entrada de R$ 30 mil, enquanto fica a cargo da Caixa financiar os outros R$ 70 mil. Já no modelo Price, a entrada mínima seria de R$ 50 mil.

Outra mudança é o valor máximo do imóvel a ser financiado, que a partir deste mês passa a ser de R$ 1,5 milhão. Além disso, é exigido que o cliente não tenha outros financiamentos ativos na instituição financeira.

Em nota, a Caixa Econômica Federal explicou que as novas regras foram necessárias, por conta do aumento da procura por novos financiamentos e ainda pelo crescimento de retiradas de recursos da poupança.

A medida vai afetar imóveis residenciais (novos e usados) e comerciais, bem como empréstimos para construção e compra de lotes.

Piso salarial

Salários de professores vão de R$ 3,9 mil a R$ 11,6 mil em MS

Ranking salarial divulgado pela FETEMS pretende expor municípios que não cumprem o piso salarial dos magistrados estabelecido em lei

24/06/2026 16h15

FETEMS divulga ranking de salários de professores estaduais e municipais

FETEMS divulga ranking de salários de professores estaduais e municipais FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Os salários dos professores na rede estadual e municipal de nível médio e superior em Mato Grosso do Sul apresentam uma variação de aproximadamente R$ 7,7 mil entre os municípíos do Estado.

O ranking salarial foi divulgado nesta quarta-feira (24) pela Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), a fim de tornar pública as prefeituras que não cumprem a Lei do Piso Nacional para os Professores do Magistério. 

A Lei determina que o piso salarial instituído para a categoria de até 40 horas semanais é de R$ 5.130,63. No Estado, 17 municípios pagam menos que o estabelecido em lei para os professores de nível médio:

  • Caracol - R$ 5.122,62
  • Rio Negro - R$ 5.045,56
  • Aral Moreira - R$ 5.038,24
  • Jateí - R$ 4.872,06
  • Juti - R$ 4.827,52
  • Dois Irmãos - R$ 4.783,94
  • Jaraguari - R$ 4.580,60
  • Selvíria - R$ 4.415,00
  • Sete Quedas - R$ 4.023,28
  • Anaurilândia - R$ 3.965,14

Água Clara, Brasilândia, Chapadão do Sul, Batayporã, Paraíso das Águas, Paranaíba e Rochedo fazem parte da categoria da Fetems de municípios que "não respeitam a lei do piso de carreira, que prevê que a aplicação do piso deve iniciar para o nível médio, promovendo assim, o desmonte da carreira". Dessa forma, não tiveram os salários divulgados. 

O município de Três Lagoas é o com salário maior nas duas categorias (médio e superior). Os profissionais estaduais e municipais com carga horária de 40 horas semanais para o ensino médio é de R$ 7.775,06. 

Em seguida, aparecem os municípios:

  1. Sidrolândia - R$ 7.440,60
  2. Corumbá - R$ 6.553,04
  3. Tacuru - R$ 6.418,10
  4. Angélica - R$ 6.375,00
  5. Ribas do Rio Pardo - R$ 6.292,42
  6. Nova Andradina - R$ 6.091,56
  7. Campo Grande - R$ 6.018,72
  8. Glória de Dourados - R$ 5.853,62
  9. Eldorado - R$ 5.798,16

Coxim, Itaquiraí, Terenos, Iguatemi, Pedro Gomes, Douradina, Inocência, Figueirão, Nioaque, Porto Murtinho e Ponta Porã têm os salários no mínimo estabelecido pela Lei do Piso Salarial, de R$ 5.130. 

Para os profissionais do ensino superior, apenas os municípios de Brasilândia e Sete Quedas têm salários inferiores ao obrigatório na Lei, de R$ 5.075,04 e R$ 4.827,94 respectivamente. 

Os maiores salários são observados em:

  1. Três Lagoas - R$ 11.662,59
  2. São Gabriel - R$ 10.192,97
  3. Ribas do Rio Pardo - R$ 9.438,80
  4. Aquidauana - R$ 9.058,40
  5. Campo Grande - R$ 9.028,09
  6. Sidrolândia - R$ 8.928,72
  7. Mundo Novo - R$ 8.468,40
  8. Amambai - R$ 8.308,94
  9. Bonito - R$ 8.294,04
  10. Cassilândia - R$ 8.288,16

"Com a publicação do Ranking Salarial dos Municípios de Mato Grosso do Sul, a FETEMS e os 74 SIMTEDs esperam que os(as) gestores(as) públicos se conscientizem da importância da valorização dos(as) profissionais em Educação para os avanços na qualidade da Educação Pública", escreveu a Federação em nota. 

Educação Básica e negociação

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sancionou a Lei 15.437/2026, que estabelece o valor de R$ 5.130,63 para o novo piso salarial profissional nacional dos professores da educação básica. 

Com o reajuste, o piso salarial dos professores terá aumento de 5,4% em relação ao valor anterior, que era de R$ 4.867,77. O ganho representa 1,5 ponto percentual acima da inflação. 

A nova legislação estabelece critérios para a atualização anual do piso salarial profissional nacional e determina que o valor não poderá ser corrigido abaixo da inflação acumulada no período anterior. A norma também prevê a divulgação, pelo Ministério da Educação, da memória de cálculo utilizada para a atualização do piso, ampliando a transparência do processo.

Outra mudança é a inclusão dos profissionais contratados por tempo determinado entre os beneficiários do piso salarial nacional, garantindo a esses trabalhadores os mesmos direitos assegurados aos demais profissionais do magistério público da educação básica.

Em meio ao processo de sanção, professores municipais de Campo Grande tentam negociar com a prefeita Adriane Lopes, para garantir a implementação do reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20h.

Um encontro, ocorrido no dia 15, reuniu a Comissão de Negociação da Associação Campo-Grandense de Professores (ACP), representantes da Comissão de Educação da Câmara Municipal e membros da administração municipal para discutir os pontos importantes da negociação.

De acordo com a ACP, ficou acordado entre as partes que a Prefeitura apresentará oficialmente sua proposta e os respectivos dados no próximo dia 24 de junho. A associação convocará uma nova assembleia geral extraordinária para análise coletiva do material apresentado, que ocorrerá no dia 25, às 18 horas, na sede da FETEMS.

 

LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1229, terça-feira (23/06): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso

24/06/2026 08h21

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1229 da Dia de Sorte na noite desta terça-feira, 23 de junho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1 milhão.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 52 apostas ganhadoras, (R$ 3.216,39)
  • 5 acertos - 2.115 apostas ganhadoras, (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 28.643 apostas ganhadoras, (R$ 5,00)

Mês da Sorte

  • Outubro - 108.062 apostas ganhadoras, (R$ 2,50)

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1229 são:

  •   31 - 18 - 11 - 28 - 01 - 12 - 27 
  • Mês da sorte: 10 - Outubro

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1230

Como a Dia de Sorte tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quinta-feira, 25 de junho, a partir das 20 horas, pelo concurso 1230. O valor da premiação está estimado em R$ 2,1 milhões.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 19h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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