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FÁBRICA DE FERTILIZANTES

Petrobras retoma venda da UFN-III; comprador deve ter capital mínimo de R$ 2,5 bilhões

Unidade de Três Lagoas será a maior fábrica de fertilizantes do Brasil
10/02/2020 18:23 - Eduardo Miranda


A Petrobras anunciou no fim da tarde desta segunda-feira (10) que retomará o processo de venda da fábrica de fertilizantes UFN-III, localizada em Três Lagoas. A obra está paralisada desde dezembro de 2014. Desta vez, a venda da unidade será de forma individual, e não de forma conjunta. A expectativa é que a nova forma de negociação atraia mais compradores.   

O preço não foi divulgado pela Petrobrás, mas o potencial comprador, depois de se enquadrar em todos os critérios de compliance (não estar inscrito em cadastros negativos nacionais e internacionais e nem envolvimento com corrupção) deverá ter capital superior a US$ 600 milhões (R$ 2,59 bilhões, conforme cotação de 10 de fevereiro).

Na transação que teve início em 2018 e que foi desfeita no fim do ano passado, uma parceria entre a empresa russa Acron e a estatal boliviana YPFB (minoritária, com 15%) compraria a planta inacabada, mais a Araucária Fertilizantes (Ansa), no Paraná, por mais de R$ 8 bilhões.  

No mês passado, o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, disse ao Correio do Estado que a venda casada das duas fábricas de fertilizantes, teria atrapalhado o negócio. “Quando não saiu a venda da UFN3, sempre falei que a Ansa foi o que atrapalhou. Ninguém quer comprar uma empresa boa e uma ruim. O volume que ela produz [de ureia] perto do volume importado é muito pequeno”, disse o secretário na ocasião.  

 
 

NEGOCIAÇÃO

O responsável pela operação envolvendo a venda da UFN-III, subsidiária que é 100% da Petrobras será o Bradesco BBI. No sumário executivo entregue ao mercado, a estatal lembra que a conclusão da unidade é de responsabilidade do potencial comprador. Conforme a empresa, a planta tem 80% de espaço físico concluído.  

O contrato de fornecimento de gás natural poderá ser negociado com a Petrobrás no âmbito de transação. A UFN-II consumirá, por dia, pelo menos 2,3 milhões de m³ de gás natural. A condição aberta pela estatal indica que ela deve continuar no mercado de distribuição no Gasoduto Bolívia-Brasil. Na transação com Acron, o gás seria fornecido pela YPFB, que compraria de sua matriz na Bolívia.  

MERCADO

Para tentar vender a UFN-III, a Petrobras destacou os pontos favoráveis da unidade, como por exemplo:

- Perspectiva para crescimento do mercado de fertilizantes nitrogenados no Brasil  

- Capacidade de produção 3,6 mil toneladas de ureia por dia (24% do consumo brasileiro)

- Capacidade de produzir 2,2 mil toneladas de amônia por dia

- Produção diária de 290 toneladas de dióxido de carbono (elemento usado na indústria de insumos médicos e de refrigerantes, por exemplo)

- Bom momento do agronegócio

 

 
 

LAVA JATO

As obras da UFN-III tiveram início em 2011. Inicialmente, ela integrava um consórcio composto por Galvão Engenharia, Sinopec (estatal chinesa) e Petrobras. No início da década passada, quando foi lançada, a planta estava orçada em R$ 3,9 bilhões.  

Depois da Operação Lava Jato, em que os responsáveis pela Galvão foram alvo de delações premiadas, e foram envolvidos em denúncias de corrupção, as obras pararam. A Petrobras absorveu todo o empreendimento, e acabou ficando com a parte das outras integrantes do consórcio.  

 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!