Economia

CAMPO GRANDE

Porto seco segue sem data para funcionar

Obra iniciada há 15 anos recebeu R$ 30 milhões em investimentos e ficou pronta somente em dezembro de 2020

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O Terminal Intermodal de Cargas (TIC) de Campo Grande, conhecido como porto seco, segue sem cronograma para iniciar as operações. 

As obras foram entregues no fim de 2020 e, de acordo com a gestão municipal, o empreendimento está em fase de estudo de viabilidade.  

“O estudo de viabilidade técnica e econômico-financeira, que está em andamento, vai responder qual a melhor forma de administrar o TIC e também a viabilidade de implantação do porto seco”, informou a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) em nota.

O porto começou a ser construído em 2007 e recebeu investimentos de mais de R$ 30 milhões durante mais de uma década, tempo que levou para ficar pronto. Em 2008, a construção foi embargada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por irregularidades.

A construção foi retomada em 2009 e seguiu até 2012, quando a empresa responsável pela obra entrou em recuperação judicial. 

Depois de muitas idas e vindas, a obra foi retomada em 2018 e entregue pela gestão atual da Secretaria Municipal de Infraestrutura em dezembro de 2020.

Sobre o início das operações do terminal, a prefeitura explicou que o cronograma só será fechado após a conclusão do estudo. “Sobre o cronograma, o relatório do estudo de viabilidade técnica e econômico-financeira está previsto para ser entregue em setembro de 2022”.

A estrutura de logística foi planejada para ocupar área de 65 hectares. A movimentação anual projetada é de até 2.200 milhões de toneladas quando tudo estiver funcionando.

A ideia é que o terminal sirva para interligar o transporte de mercadorias entre os modais rodoviário e ferroviário. “Toda a infraestrutura está pronta e foi feita pela PMCG”, finalizou a nota enviada à reportagem.

ROTA BIOCEÂNICA

A retomada do porto seco de Campo Grande é de suma importância para o desenvolvimento logístico do Estado. O terminal integra o projeto da Rota Bioceânica, que ligará Mato Grosso do Sul aos portos chilenos.

Segundo as autoridades ligadas ao projeto do corredor bioceânico, a expectativa é de que, assim que a movimentação de cargas pela ponte sobre o Rio Paraguai, entre Murtinho e Carmelo Peralta, começar, o Terminal Intermodal de Cargas da Capital, localizado no Anel Viário, entre as rodovias BR-060 e BR-163, ganhe ainda mais importância.

Quando a obra foi retomada, o Correio do Estado entrevistou o ex-ministro e diplomata José Carlos Parkinson, diretamente ligado ao projeto. “Hoje, a ideia é trazer o produto pelo corredor. Isso já significa, obviamente, redução de custos logísticos”, explicou.  

“Em segundo lugar, se você trouxer esse produto para Campo Grande e usar o terminal multimodal que está sendo implantado para levar essa carga para outros destinos, poderão ser usadas as vantagens que a Capital passará a oferecer”, complementou Parkinson.

Conforme estimativas iniciais, o local em operação poderia resultar em queda de 50% dos custos de exportações e de importações.  

CONCESSÃO

Depois de concluído, o Terminal Intermodal de Cargas de Campo Grande será administrado pelo Consórcio Empresarial ParkX, que venceu processo licitatório, concluído em 2012, para gerir a estrutura por 30 anos.  

Em contrapartida, o consórcio terá de investir R$ 200 milhões na estrutura – com terminais de cargas, combustíveis e armazéns, abastecidos pela malha rodoferroviária existente.

A partir do terceiro ano de funcionamento do terminal, o consórcio pagará à prefeitura o valor de R$ 80 mil, com correção anual.

Conforme apurou a reportagem, no ano passado, a empresa solicitou o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. 

Sobre a situação atual da relação da prefeitura com o concessionário e o contrato, a Secretaria Municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio (Sidagro) não comentou.  

A expectativa do concessionário é de que a reativação da linha férrea (Malha Oeste, da concessionária Rumo) traga ainda mais atratividade para o terminal intermodal. A ParkX já aplicou pelo menos

R$ 2 milhões em segurança, manutenção da estrutura, guaritas e outros itens.

Cronologia

  • 2007 >  Início das obras para construção do Terminal Intermodal de Campo Grande
  • 2008 >  Obra é embargada pelo Tribunal de Contas da União  
  • 2009 >  Retomada da construção do porto seco
  • 2012 >  Obras são novamente paralisadas porque a construtora entrou em recuperação judicial
  • 2018 >  Retomada da construção do terminal
  • 2020 >  Conclusão das obras

LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1248, sexta-feira (17/07): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso

18/07/2026 08h31

Confira o resultado do Dia de Sorte

Confira o resultado do Dia de Sorte divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1248 da Dia de Sorte na noite desta sexta-feira, 17 de julho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 2 milhões.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 55 apostas ganhadoras, (R$ 2.951,83)
  • 5 acertos - 2.075 apostas ganhadoras, (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 26.607 apostas ganhadoras, (R$ 5,00)

Mês da Sorte

Fevereiro - 98.628 apostas ganhadoras, R$ 2,50

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1248 são:

  • 11 - 06 - 20 - 08 - 25 - 22 - 26 
  • Mês da sorte: 02 - Fevereiro

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1249

Como a Dia de Sorte tem seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no domingo, 19 de julho, a partir das 10 horas, pelo concurso 1249. O valor da premiação está estimado em R$ 2,8 milhões. 

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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COMBUSTÍVEIS

Expansão da produção leva etanol ao menor preço do ano

Maior oferta de biocombustíveis ajuda a reduzir valor nas bombas e litro cai a R$ 3,94 em MS

18/07/2026 08h30

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O avanço da produção de biocombustíveis em Mato Grosso do Sul começa a se refletir cada vez mais no bolso dos consumidores. Em meio à expansão das usinas de etanol de cana, milho e dos investimentos em biometano, o preço do etanol voltou a cair e atingiu R$ 3,94 por litro, o menor valor registrado neste ano no Estado.

A gasolina também apresentou recuo, passando a custar, em média, R$ 6,45 por litro, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referentes à semana dos dias 5 a 11.

Os números mostram que Mato Grosso do Sul mantém uma trajetória de redução nos preços dos combustíveis, especialmente do etanol, em um momento de forte expansão da bioenergia. Em uma semana, o etanol ficou R$ 0,04 mais barato, passando de R$ 3,98 para R$ 3,94, em média.

Na comparação com o maior preço registrado neste ano, de R$ 4,44 entre o fim de março e o início de abril, a redução acumulada chega a 11,3%, equivalente a R$ 0,50 por litro.

O movimento acompanha o aumento da oferta do combustível durante o período de safra, mas também coincide com a consolidação de Mato Grosso do Sul como um dos principais polos brasileiros de produção de biocombustíveis.

Além das tradicionais usinas de etanol de cana, o Estado ampliou significativamente a produção de etanol de milho e passou a receber investimentos em biometano, fortalecendo uma cadeia energética que ganha espaço na substituição dos combustíveis fósseis.

Enquanto o etanol acumula sucessivas reduções, a gasolina apresenta comportamento mais moderado. O preço médio caiu de R$ 6,48 para R$ 6,45 nas últimas semanas, mas continua acima dos R$ 6,03 registrados no início do ano.

O diesel também perdeu força depois das altas verificadas no primeiro semestre, influenciadas pelas oscilações do mercado internacional de petróleo.

O diesel comum, que chegou a custar R$ 7,18 por litro em abril, passou para R$ 6,65 no último levantamento disponível da ANP. Já o diesel S-10 recuou de R$ 7,35 para R$ 6,99 no mesmo período.

A tendência observada em Mato Grosso do Sul acompanha o comportamento de todo o Centro-Oeste. Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), a região registrou, em junho, a maior redução do preço do etanol entre todas as regiões brasileiras.

Para o diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, o cenário representa um alívio para os consumidores após meses marcados por aumentos impulsionados pelas incertezas no mercado internacional.

“Os motoristas da região finalmente ganharam uma trégua após meses de altas consecutivas provocadas pelos conflitos no Oriente Médio. O etanol ganhou destaque neste período pela queda. Com isso, o biocombustível foi apontado em todos os estados da região como a alternativa economicamente mais vantajosa para os motoristas”.

Campo Grande tem o terceiro menor preço médio de etanol do País - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

MUDANÇA

A redução do preço do etanol coincide com um momento de forte expansão da bioenergia em Mato Grosso do Sul. Levantamento da reportagem mostra que o Estado reúne investimentos em praticamente todas as frentes de produção de energia renovável.

Além da fabricação de etanol de cana e milho, empresas vêm ampliando projetos de biometano produzido a partir da vinhaça, dejetos da suinocultura, resíduos da indústria frigorífica e até de aterros sanitários.

Entre os principais empreendimentos está a unidade da JBS, em Campo Grande, que investe R$ 65 milhões na produção de biometano a partir de resíduos industriais. Em Nova Alvorada do Sul, a Atvos aplica R$ 350 milhões em uma planta capaz de substituir aproximadamente 48 milhões de litros de diesel por ano.

Já a Adecoagro utiliza o biometano produzido em Ivinhema para abastecer sua frota de caminhões e máquinas agrícolas, reduzindo o consumo anual em cerca de 24 milhões de litros de diesel.

O cenário tende a ganhar ainda mais força com a ampliação da participação do etanol na matriz de combustíveis brasileira. A partir de agosto, a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina passará de 27% para 32% (E32), medida aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Para a Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), a mudança fortalece o mercado de combustíveis renováveis e chega em um momento estratégico para o Estado, que consolida a integração entre a produção de etanol de cana-de-açúcar e de milho.

Em nota, a entidade afirma que a ampliação da mistura obrigatória cria um ambiente ainda mais favorável ao desenvolvimento da bioenergia e amplia a competitividade de Mato Grosso do Sul no abastecimento nacional.

“Ao fortalecer a demanda por etanol, o E32 impulsiona uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, inovação e desenvolvimento regional. A medida também amplia a previsibilidade para novos investimentos e reforça o papel estratégico da bioenergia na segurança energética e na competitividade da economia brasileira”, destacou a Biosul.

Na avaliação da entidade, o Brasil reforça sua posição como referência mundial na transição para uma economia de baixo carbono ao ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética.

O fortalecimento da demanda ocorre em um momento em que Mato Grosso do Sul já ocupa posição de destaque nacional no setor. 

Conforme a Biosul, o Estado conta com 22 unidades de bioenergia em operação, sendo 19 usinas de cana-de-açúcar e três de milho.

Todas produzem etanol e cogeram bioeletricidade a partir da biomassa da cana, enquanto 14 exportam excedentes de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN) e também produzem açúcar.

Mato Grosso do Sul é hoje o quarto maior produtor brasileiro de cana-de-açúcar e de etanol, o segundo maior produtor nacional de etanol de milho e o quinto maior produtor de açúcar.

Presente em 42 municípios, o setor gera aproximadamente 34,5 mil empregos diretos, movimenta cerca de R$ 1,4 bilhão em massa salarial e responde por 19% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Estado.

CAPITAL

A maior disponibilidade do combustível também se reflete nos preços praticados em Campo Grande.

Segundo a ANP, a Capital tem o terceiro menor preço médio do etanol entre as capitais brasileiras, com o litro comercializado a R$ 3,92, atrás apenas de Cuiabá (R$ 3,63) e São Paulo (R$ 3,88).

A competitividade do biocombustível também pode ser medida pela relação com a gasolina. Considerando os preços médios estaduais, o etanol representa cerca de 61% do valor da gasolina, porcentual bem abaixo do limite de 70% utilizado como referência para indicar vantagem econômica aos veículos flex.

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