Se a Fifa enfrenta uma crise sem precedentes por causa da escolha das sedes das próximas Copas, na África do Sul a entidade ainda sofre para se desfazer de seus problemas. Uma série de processos judiciais foi aberta contra a entidade desde o fim do Mundial, com acusações se acumulando nos tribunais sul-africanos de que a entidade não quitou dívidas de US$ 143 milhões (R$ 228, 8 milhões).
Um dos principais casos seria a resistência da Fifa em pagar US$ 32 milhões pelo serviço extra de ônibus posto à disposição dos torcedores na Copa depois que se descobriu, em pleno Mundial, que o sistema original não funcionava. Quem foi à abertura da Copa enfrentou trânsito de até três horas e meia entre o centro da cidade e o aeroporto.
Um dos problemas é a conta do transporte dos convidados especiais. A entidade Passenger Rail Agency of South Africa (PRASA) havia fechado um acordo com a empresa Match para fornecer o transporte para os convidados VIP. Para isso, a companhia de transporte teria comprado 570 ônibus.
Os sul-africanos acusam a Fifa de estar devendo US$ 24 milhões por causa do acordo. Mas a Fifa prefere jogar a responsabilidade sobre a Match, empresa que ganhou a licitação para administrar o pacote de convites para as personalidades VIP. A Match tem como um de seus acionistas o sobrinho do presidente da Fifa, Joseph Blatter. Até o dia 31 de agosto, a Fifa teria pago à PRASA apenas US$ 3,7 milhões.