Monza. A palavra escrita na lateral da balaclava do campeão da F-1 não é à toa.
No meio do ano, seu engenheiro, Guillaume Rocquelin, perguntou qual palavra lhe fazia feliz e sentir-se bem. Alguns dias depois, Sebastian Vettel respondeu: "Monza. Foi lá que tudo começou".
E foi mesmo. Foi no circuito italiano, em 2008, que o alemão se tornou o mais jovem piloto a vencer uma etapa do Mundial de F-1, debaixo de um temporal e pilotando um carro da Toro Rosso.
Apenas mais um dos recordes de precocidade conquistado por Vettel desde sua estreia na categoria. Em 2006, ele se tornou o mais jovem piloto a participar de um treino, no GP da Turquia. Em 2007, o mais jovem piloto a marcar pontos e a liderar uma prova. E, no ano seguinte, o mais jovem a conquistar uma pole. Em Monza.
"Tenho tanta gente para agradecer que estou certo de que vou esquecer alguém", disse Vettel ontem, antes de festejar o título com os pais, Nobert e Heike, e os irmãos Stefanie, Melanie e Fabian, além de membros da equipe.
Apelidado no início da carreira de "Baby Schumi", em referência a Michael Schumacher, Vettel juntou-se a ele como os dois únicos alemães a terem conquistado o Mundial de F-1 --por coincidência, foi na mesma pista de kart de Kerpen que o piloto da Red Bull começou a correr, aos oito anos.
"Estar na mesma lista que o [Ayrton] Senna e o Michael é inacreditável", disse Vettel, que subiu ao pódio em Abu Dhabi ao lado dos últimos dois campeões: Jenson Button e Lewis Hamilton.