O sérvio Novak Djokovic conquistou neste domingo (30) o bicampeonato do Aberto da Austrália, um dos quatro torneios mais importantes e cobiçados do mundo. O tenista de 23 anos superou na final em Melbourne o britânico Andy Murray sem perder sets: 6-4, 6-2 e 6-3.
A tranquila vitória em três sets surpreendeu quem esperava uma decisão disputada entre dois tenistas que estavam empatados com três vitórias cada no duelo em quadras rápidas. Djokovic, que enfrenta Murray desde o tênis juvenil, foi absolutamente superior ao amigo escocês.
O sérvio de Belgrado conquistou o seu segundo título de Grand Slam, repetindo a façanha de 2008, quando superou o francês Jo-Wilfried Tsonga na final e venceu o Aberto australiano.
Esta foi a quarta decisão de Djokovic em torneios deste porte. Além dos títulos na Oceania, ele chegou duas vezes à final do Aberto dos Estados Unidos, sendo derrotado por Roger Federer em 2007 e para Rafael Nadal no ano passado.
No final da última temporada, Djokovic alcançou a glória absoluta em seu país ao comandar a seleção sérvia na Copa Davis e dar o primeiro título da competição para a sua nação com vitória sobre a França. A partir de então, sua confiança em quadra só cresceu.
Em Melbourne, Djokovic foi impecável, com um set perdido apenas na segunda rodada. Suas grande vitórias foram sobre o tcheco Tomas Berdych nas quartas de final e sobre Federer, tetracampão na Austrália, na semifinal.
Com o título, ganhou um cheque de US$ 2,2 milhões, cerca de R$ 3,76 milhões. Com isso, sua premiação total no circuito é de US$ 22,5 milhões, próximo de R$ 38,4 milhões.
Murray, por sua vez, pela segunda temporada seguida chegou à final do Aberto da Austrália e mostrou que é um dos mais perigosos do mundo no piso sintético. Esta foi a sua terceira decisão em torneios deste porte (foi vice também no Aberto dos EUA emk 2008), outra chance frustrada que teve de encerrar o jejum de 74 anos da Grã-Bretanha sem vencer um Grand Slam.