Rivaldo, 38 anos, ainda não jogou, mas já conquistou o São Paulo. Depois de ter sua contratação duas vezes recusada por Juvenal Juvêncio, como o Terra contou com exclusividade no último domingo, o reforço assinou, fez bons treinamentos e já fará sua estreia nesta quinta-feira, no Morumbi, diante do Linense, às 19h30 (de Brasília).
Elogiado pelo presidente Juvenal Juvêncio na apresentação, Rivaldo tentará ocupar a camisa 10 que a direção planejava dar a Alex ou Wagner. Além de Juvenal, o experiente jogador chega respaldado por Paulo César Carpegiani, que lhe permitiu escolher onde vai jogar e por quantos minutos ficará em campo no debute com as cores são-paulinas. Com o aval do capitão Rogério Ceni, também é elogiado por todos os jogadores.
"Queremos jogar com ele. Foi o melhor do mundo e, para nós, estar com ele é uma satisfação muito grande. É o camisa 10 que todo time procura. Tem experiência, extrema qualidade e já provou que aguenta correr. Fez um treinamento espetacular. Se for para ele decidir, damos carrinho lá atrás com certeza. Temos que correr por ele, que é uma pessoa super simples que motiva a mim e aos outros. Correr por ele é uma honra", elogiou Ilsinho, de forma efusiva.
Antes mesmo de estrear, Rivaldo mostra bom trânsito com a direção do São Paulo. De tanto insistir, a cúpula são-paulina lhe convenceu de que deveria deixar a presidência do Mogi Mirim - e ele, que refutava a ideia até outro dia, atendeu. Internamente, já ataca de empresário, e indicou a contratação do lateral Edson Ratinho, seu jogador, e que atua no Mallorca. João Paulo de Jesus Lopes, diretor de futebol, admitiu que o clube avalia o reforço.
Agora, além de conquistar o São Paulo, Rivaldo tentará reafirmar sua condição de jogador decisivo após várias temporadas sem atuar em alto nível. Desde 2004, quando deixou o Cruzeiro em solidariedade à demissão de Vanderlei Luxemburgo, ele dedicou seus esforços a mercados periféricos, exercendo um papel importante para clubes de médio porte como o Olympiacos e o AEK, ambos da Grécia, e o Bunyodkor, do Uzbequistão. Seu último grande momento, de fato, foi em 2006, ano em que foi eleito o melhor do futebol grego.
Rivaldo rescindiu com o clube uzbeque no dia 11 de agosto de 2010 e demorou pouco mais de seis meses para convencer um time grande de que poderia ser útil. Ignorado pelo mercado, chegou a anunciar que defenderia o Mogi Mirim no Campeonato Paulista, até que o São Paulo resolveu apostar nele. "Essa oportunidade caiu do céu, foi um presente", disse durante a apresentação.