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No anonimato, seleção feminina se prepara para Mundial

No anonimato, seleção feminina se prepara para Mundial

Redação

08/05/2011 - 15h42
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É ano de Copa do Mundo. O Brasil é um dos grandes favoritos e a seleção já treina na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). Mas não há jornalistas nem torcedores acompanhando a preparação da equipe nacional.

Em 29 de junho, a seleção estreia no Mundial feminino da Alemanha, a sexta edição da competição organizada pela Fifa, contra a Austrália, em Mönchengladbach.

Mas pouca gente sabe disso. O país que em 2010, na África, parou para ver a seleção de Dunga mal sabe quem é o técnico do time feminino.

"Em qualquer lugar do mundo, a Copa feminina é encarada como a masculina. Menos no Brasil", exagerou o técnico Kleiton Lima, 37, ex-treinador do time feminino do Santos, escolhido para dar um novo ar à seleção, com jovens atletas.

Serão 16 seleções. Da América do Sul, além do Brasil, Colômbia e Argentina também disputarão. Na Europa, em países como Inglaterra, Noruega e a Alemanha, e também nos Estados Unidos, o clima de expectativa em torno das seleções é maior do que no território nacional.

Em Teresópolis, não poderia haver tranquilidade maior para as atletas brasileiras. O oposto do frisson causado pela torcida com a equipe de Dunga, durante preparação em Curitiba para a Copa do Mundo de 2010.

"Não dá para comparar. São universos completamente diferentes. Sou realista, o futebol feminino jamais terá o mesmo apelo do masculino. Mas essa camisa amarela sempre dá orgulho a todos."

Divisor

Igualar números e cifras do futebol dos homens, no Brasil, de fato soa como uma batalha inglória para as mulheres. Mas a seleção das meninas caiu um pouco no gosto do brasileiro, motivada pela geração da mundialmente famosa Marta, 25, eleita a melhor do mundo cinco vezes, e esperança do país na Copa.

Ter a melhor jogadora do mundo e ser uma das favoritas ao título não tem sido, porém, o suficiente para atrair a atenção do público brasileiro. Até agora, Band, Sportv e Esporte Interativo confirmaram que pretendem transmitir as principais partidas.

Exibições de gala, goleadas, e título do Pan-Americano também ajudaram. Mas falta uma conquista de peso, como Olimpíada ou Copa, para colocar o futebol feminino do Brasil em evidência.

"Se elas forem campeãs do mundo, a visibilidade aumentará muito. Uma coisa puxa a outra. Investimentos vão surgir, clubes vão se organizar", prevê Kleiton.
Elas são as atuais vice- -campeãs olímpicas e mundiais. Perderam as decisões para as seleções dos Estados Unidos e da Alemanha, respectivamente, apesar das campanhas brilhantes.

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