O atacante Kleber deixou claro nesta quarta-feira que quer ficar no Palmeiras depois da polêmica que se envolveu com o presidente do clube, Arnaldo Tirone, após a vitória por 5 a 0 contra o Avaí no domingo. Mas ele cobrou o mandatário palmeirense para tomar uma posição sobre o interesse do Flamengo, que teria de pagar uma multa de 6 milhões de euros (R$ 13,7 milhões) valor mínimo que o Cruzeiro, dono de 50% do seus direitos, aceita receber numa eventual venda.
"Meu destino sempre foi jogar no Palmeiras. Sempre falei que quero encerrar minha carreira aqui. Mas em fevereiro ou março, quando o Cruzeiro me procurou para eu voltar para lá, falei com o presidente (Tirone) para ampliar meu contrato aqui, de quatro para cinco anos. Ele não quis. O Palmeiras tem o direito, mas se o Flamengo chegar com o dinheiro para pagar a multa, vou ouvir a proposta e vamos ver o que vai acontecer. Se o Palmeiras acha que pode aumentar ou diminuir meu salário. Isso é tudo conversado. Mas eu já falei. Minha vontade é ficar no Palmeiras", disse Kleber.
O atacante palmeirense nega que esteja pressionando Tirone para ter um aumento de salário, mas lembra de um episódio que aconteceu com ele, quando ainda estava no Cruzeiro, para bater na tecla de que nem sempre vai abrir mão de uma valorização para ficar em um clube. Ele conta que antes de acertar com o Palmeiras conversou com Zezé Perrela, presidente do clube mineiro, mas continuar em Belo Horizonte pela metade do salário que o Palmeiras o oferecia.
"Quando o Palmeiras quis me contratar de novo, cheguei para o Zezé e falei. Aqui eu gaho x e o Palmeiras está me oferecendo 10x. Se você pagar 5x eu fico. Ele disse que não tinha condição de pagar 5... Então não vai dar pra eu abrir mão de tudo", disse Kleber. Seu empresário nega que Kleber esteja pressionando o clube para ter um aumento de salário.