A Copa América está preparada para uma final de gala, em 24 de julho, entre Argentina e Brasil. A tabela foi direcionada para que as duas principais seleções do continente, rivais históricos, não se enfrentem antes da decisão, que será no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Um cruzamento precoce só se argentinos e brasileiros tropeçarem e se classificarem em terceiro em suas chaves – os dois melhores terceiros colocados também passam para as quartas de final e se juntam aos campeões e vices de cada um dos três grupos.
O confronto se tornaria ainda mais especial porque marcaria o encontro entre Messi, argentino de 24 anos considerado o melhor do mundo na atualidade, e Neymar, o brasileiro de 19 anos candidato a roubar o posto de Messi no futuro. Os jogadores também podem se enfrentar em dezembro, no Mundial de Clubes do Japão, numa eventual final entre Barcelona e Santos.
“Esperamos uma final histórica em 24 de julho. Com Brasil e Argentina? Um cenário ideal, mas a organização foi feita para que todas as seleções tenham estrutura para chegar a Buenos Aires”, disse Jose Luís Meiszner, presidente do Comitê Organizador Local da Copa América.
O cenário ideal citado por Meiszner está armado. A Argentina aparece no Grupo A, ao lado de Bolívia, Costa Rica (convidado que substituiu o Japão, que desistiu por causa do terremoto do começo do ano) e Colômbia. O Brasil foi o cabeça de chave do Grupo B e tem a seu lado Venezuela, Paraguai e Equador. Diferentemente do que acontece normalmente em cruzamentos nas fases de mata-mata, os grupos não se encontram. Na semifinal, o primeiro do A pode enfrentar o segundo do A, desde que ambos vençam as quartas. O mesmo ocorre no B, ou seja, se Brasil e Argentina terminarem em primeiro ou segundo em seus grupos eles só se enfrentam na decisão.
“São os dois (Brasil e Argentina) sempre apontados como favoritos, junto com o Uruguai, que fez uma grande Copa do Mundo (foi quarto colocado na África do Sul, em 2010). Mas eu acho que o Paraguai é um time forte e vai dificultar. Pode até aparecer como candidato”, disse o goleiro Julio Cesar.
O intruso?
No Grupo C com o México (outro convidado), Chile e Peru, o Uruguai pode estragar o desejo dos organizadores de ter a final do sonho. Resta saber quem o time de Diego Forlán enfrentará em uma eventual semifinal em Mendoza, no dia 20 de julho: se sair em primeiro do grupo, seria o Brasil, em segundo, a Argentina. Isso, claro, se os gigantes da América do Sul confirmarem favoritismo em seus agrupamentos.
Na última Copa América, disputada em 2007 na Venezuela, Brasil e Argentina poderiam cruzar antes da decisão, mas um detalhe fez com que se enfrentassem na final (com vitória brasileira por 3 a 0): a equipe comandada por Dunga perdeu na estreia para o México, 2 a 0 pelo Grupo B, e passou apenas como segundo, evitando o confronto precoce.
Brasil e Argentina disputaram as duas últimas finais da Copa América - em 2004, no Peru, também vitória brasileira, mas nos pênaltis. O torneio de 2011 começa dia 1 ° de julho, com Argentina x Bolívia, em La Plata (21h45). A estreia do Brasil é dois dias depois, dia 3 de julho, também em La Plata, contra a Venezuela (16 horas).