Depois de enviar uma carta ao Real Madrid afirmando que não venderia Neymar nesta janela de transferências, o Santos voltou a diminuir a esperança do clube espanhol de contar com o jogador no futuro. Nesta terça-feira (2), o presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro reafirmou o desejo de manter o atacante e acrescentou que pretende contar com ele também na próxima temporada.
Em entrevista ao SporTV, o dirigente explicou o processo de análise das propostas dos Real Madrid.
- Ontem [segunda-feira] o Santos formalizou uma resposta ao que nos foi enviado pelo clube espanhol em cima de duas propostas: uma entrega imediata e uma entrega em janeiro. Mas nenhuma agradou. A alternativa de ele ir no início do ano que vem também não interessa ao Santos. Queremos ele na Libertadores no ano do centenário do clube.
O objetivo do Santos é manter seu principal destaque da equipe também em 2012, quando completará 100 anos da sua fundação. Ao reafirmar a negativa dada à proposta do Real Madrid, Luís Álvaro deixou claro que quem estava negando a proposta era o clube, e não o jogador.
- Não foi o Neymar que disse não, foi o Santos. Evidentemente, já havia ouvido o Neymar falando que não queria sair agora. Foi uma decisão em absoluto consenso, ele quer estar no Japão e a gente quer ele no Japão. O clube, com toda a educação, respondeu que não estava interessado.
A permanência do jogador por tanto tempo no Santos, mesmo sendo cobiçado por diversas equipe do exterior, é novidade no futebol brasileiro, que se acostumou a perder seus melhores jogadores para a Europa - e mais recentemente para a Ásia. De acordo com o presidente do clube, o segredo para isso é uma boa administração.
- Já havíamos recusado uma proposta muito atraente do Chelsea [em julho de 2010]. Quando você não gasta mais do que recebe, tem a conta equilibrada e administra com bom senso, não precisa vender parte de seu elenco para equilibrar. O sucesso do Santos em campo é reflexo da boa administração. Não existe passe de mágica, mas sim profissionalismo. Cumprimos nossas obrigações e as coisas vêm por consequência.