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'Não é falta de sorte, é de competência', diz Felipão

'Não é falta de sorte, é de competência', diz Felipão

Redação

15/08/2011 - 14h00
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O Palmeiras não ficava há quatro jogos sem ganhar desde novembro do ano passado. O fato, que se repetiu após a derrota por 1 a 0 contra o Vasco no último domingo, aconteceu pela última vez no fim do Brasileirão do ano passado, quando Luiz Felipe Scolari já priorizava a Copa Sul-Americana. E isso já o faz colocar o cargo à disposição da diretoria.

Naquela última ocasião, em 2010, a sequência teve uma derrota por 2 a 0 para o Atlético-MG, a queda diante do Goiás dentro de casa por 2 a 1 na semifinal da Copa Sul-Americana, e outras duas derrotas pelo Nacional, contra Fluminense e Cruzeiro, ambas por 2 a 1.

“O treinador trabalha como estamos trabalhando: Tenta criar situações de jogo pra que se façam os gols, cobra dos jogadores nos dias de treinamento uma melhor qualidade, um pouco mais de vibração, menos medo na hora do chute. E é isso que estamos fazendo. No jogo de hoje (domingo), o Palmeiras foi superior em 70 ou 80% do jogo. Criou cinco, seis chances de gol, mas ninguém coloca a bola para dentro”, lamentou o treinador após a derrota por 1 a 0 contra o Vasco.

“Não é falta de sorte, é de competência, só a sorte não existe. Tem de ter qualidade. Pode ter sorte, mas se não trabalhar direito vai tudo para o brejo. O que resta para mim é continuar trabalhando, insistindo, mostrando para eles as oportunidades de gol e jogar da forma que jogaram. Não adianta fazer qualquer situação diferente da normal. Foi uma das melhores partidas do Palmeiras, muito melhor do que quinta, na Copa Sul-Americana. Mas está tudo dando errado, e quando tudo dá errado não adianta justificar”, lamentou.

A última vitória do Palmeiras aconteceu contra o Atlético-MG, no dia 30 de julho. Na ocasião, no Canindé, o time venceu por 3 a 2. Depois disso, o time empatou duas vezes, contra Coritiba e Grêmio e perdeu outras duas, ambas para o Vasco, sendo que a penúltima por 2 a 0, pela Copa Sul-Americana.

“Não passou pela minha cabeça pedir demissão, mas passou pela minha cabeça que a equipe está bem montada, se posiciona bem e que temos um trabalho bem efetuado. Falta a parte do gol e tenho de resolver. O normal do futebol é trocar um, dois ou três jogadores, ver se acha uma formação ideal. Quando não existe isso, é o técnico que sai. Não me sinto ameaçado, mas estou dizendo a realidade, vocês é que não estão acostumados a ouvir a verdade. Eu digo o que eu sinto e o que é realidade do futebol brasileiro, internacional, mundial, lunático”, completou o comandante, que ainda deu até o próximo jogo para ver uma reação.

“Tem um tempo para reagir, porque não dá mais. Temos quinta-feira o Bahia, depois clássico no domingo (contra o São Paulo), depois o Vasco de novo... Quer dizer, temos de mudar. Se continuarmos jogando bem e não ganhando, quando formos respirar já estamos em 12º”, finalizou.

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