Um golaço e uma ótima atuação de Neymar fizeram Ronaldinho Gaúcho acordar definitivamente. Essa, pelo menos, é a avaliação de Mano Menezes. Para o comandante da seleção brasileira, o camisa 10 rubro-negro teve o incentivo que faltava no famoso jogo entre Flamengo e Santos, no dia 27 de julho, ao ver Neymar deitar e rolar no início da partida que terminou com vitória carioca por 5 a 4.
Na oportunidade, o Santos abriu 3 a 0 no primeiro tempo, com direito a um gol espetacular de Neymar. O Flamengo, contudo, não desistiu e contou com uma noite muita inspirada de Ronaldinho para reagir. O camisa 10 fez três gols e comandou a reação. Neymar se tornou coadjuvante mesmo com dois gols e uma atuação destacada.
“Foi um dos grandes jogos do futebol brasileiro nos últimos anos. E nele um jogador mexeu com o brio do outro. Senti uma resposta positiva do Ronaldinho, que não vinha fazendo partidas tão brilhantes como fez aquele dia. Ele viu o Neymar fazendo tudo aquilo e pensou: ‘opa, tenho condição de dar uma resposta’. Foi maravilhoso e representou um fato marcante, o Ronaldinho achou aquele ponto que todos esperavam”, disse Mano em entrevista ao Esporte Espetacular.
Não à toa, Mano incluiu Ronaldinho em sua última convocação para que ele reforce a seleção diante de Gana, no dia 5 de setembro, em Londres. O meia é uma das grandes apostas para que a equipe volte a vencer (vem de derrota para Alemanha e eliminação na Copa América pelo Paraguai). Jovens como Neymar e Ganso também foram chamados.
“O Ronaldinho traz referência técnica e causa diferenças no comportamento interno e externo. Ele faz diferença no respeito que o adversário tem pela seleção”, argumentou.
Mano também foi perguntado sobre o atual momento do Brasil e tratou de amenizar a sequência ruim, assim como a ausência de vitórias contra adversários do primeiro escalão mundial. Sob seu comando, a seleção perdeu para Argentina, França, Alemanha e empatou com a Holanda.
“Não conseguimos fazer resultados contra os melhores porque ainda não estamos no nível deles, isso é claro. Quando estava formando a base do Corinthians, também não tinha vencido nenhum clássico. Mas depois que ganhamos o primeiro, ficamos dois anos sem perder clássicos. É assim que funciona. Para mim, o que realmente interessa é ter confiança no que estamos fazendo e conduzir isso de forma consistente, ganhando da maneira certa.”