A experiência com Ricardo Gomes, do Vasco, que sofreu um acidente vascular encefálico durante uma partida de futebol, pode fazer com que treinadores sejam submetidos a exames preventivos antes de assinarem contrato com os clubes. É o que pede a Associação Brasileira de Treinadores de Futebol (ABTF).
O presidente da ABTF Jorge Vieira não entrou em detalhes de como implantar a ideia, mas sugeriu que a bateria de exames em técnicos seja uma rotina.
“Os jogadores passam por isso, os técnicos deveriam passar também. A pressão vivida por um técnico é algo inimaginável. Uma semana antes de uma partida, ele já está preocupado com o jogo, com o cargo, com a formação tática”, disse Vieira.
Esta pode não ser a primeira vez que uma medida preventiva seja adotada após uma tragédia. Pouco depois da morte de Serginho, ex-zagueiro do São Caetano, que teve uma parada cardíaca no Morumbi, desfibriladores – aparelho usado na reversão de problemas cardíacos - passaram a estar em quase todas ambulâncias nos estádios.