A repercussão do embate entre Carlitos Tevez, o técnico Roberto Mancini e a direção do Manchester City trazem preocupações extras ao argentino. Além de seguir afastado do elenco do clube inglês, o atacante teme sofrer represálias violentas da torcida. Por isso, desde que voltou para a Inglaterra, no último fim de semana, ele conta com os serviços ininterruptos de uma empresa de segurança particular, segundo informou nesta sexta-feira o tabloide The Sun.
De acordo com a publicação, guarda-costas vigiam o local onde o camisa 32 do City vive em Manchester - uma mansão avaliada em mais de R$ 11 milhões. Uma fonte diz que a atitude foi tomada porque Tevez teme pela sua segurança e de sua família, após algumas manifestações de torcedores diante do impasse.
A polêmica teve início quando o atacante, reserva no confronto diante do Bayern de Munique, em 27 de setembro, pela Liga dos Campeões, teria recusado ordem de Mancini para entrar em campo. Primeiro, o argentino havia alegado "não ter entendido" o pedido do comandante. Depois, disse que apenas recusou-se a realizar o aquecimento por entender que já estava devidamente preparado para substituir seu companheiro.
De volta aos treinamentos do City na última quinta, o argentino fez apenas trabalhos físicos e ainda não foi reintegrado ao elenco. O episódio ainda pode render uma pesada punição financeira ao atleta, que deixaria de receber seu salário por seis semanas, valor equivalente a R$ 2,4 milhões.
O impasse entre as partes faz com que o nome de Tevez seja especulado em vários clubes para a janela de transferências de inverno na Europa. Entre os "candidatos", estão Real Madrid, Inter, Milan e o Corinthians, que o argentino defendeu em 2005 e único a fazer uma proposta oficial, mas a negociação acabou não concretizada, no início de agosto.