Sempre ofensivo. Essa foi a postura que deu ao Santos a taça do Paulistão e o tricampeonato da Libertadores no ano passado. No entanto, diante do também ofensivo Barcelona, no Mundial de Clubes, o estilo de jogo santista foi colocado em xeque. De lá para cá, o Peixe não encantou mais, seja com reservas ou com titulares. O time do técnico Muricy só conquistou uma vitória em cinco jogos até agora, mas, para o treinador, não há necessidade de uma grande mudança para reverter essa maré. O que falta é "atitude".
A temporada não começou bem para o Alvinegro Praiano. Os reservas deram a largada, já que os titulares tiveram férias estendidas por conta da disputa do Mundial de Clubes. Os suplentes venceram um jogo – 2 a 1 sobre o Ituano – e empataram dois – ambos por 1 a 1, contra o XV de Piracicaba e o Paulista. Um desempenho mediano, que caiu com a chegada das estrelas santistas – empate em 1 a 1 com o Oeste e derrota para o Palmeiras por 2 a 1. Apesar do rendimento decrescente, Muricy vê uma evolução no que se refere à organização tática.
– No primeiro jogo (dos titulares), o Santos não foi um time organizado, mas criamos muito. Isso foi legal, mas perdemos muitos gols. Contra o Palmeiras, o time foi mais organizado, mas não criamos tanto. Foi um jogo truncado, mas o Santos foi um time efetivo quando teve a bola.
Agora, o técnico espera aliar organização, criatividade e agressividade para recuperar o rumo diante do Botafogo-SP, na próxima quinta-feira, às 21h (horário de Brasília), em Ribeirão Preto.