Dedé e Renato Silva confirmaram nesta quinta-feira que foram vítimas de racismo no empate do Vasco diante do Libertad, em Assunção, no Paraguai. Os jogadores disseram que os torcedores imitavam e os chamavam de macacos.
Mesmo mantendo a tranquilidade quanto ao ocorrido, Dedé lamentou pelo fato do racismo ainda estar presente no futebol sul-americano.
“A gente sabe que o preconceito existe. Mas fico tranquilo quanto a isso. Estamos jogando um campeonato grande, no qual existem vários jogadores de diversos tipos de raças e me aparece um torcedor babaca chamando a gente de macaco. Mas isso não irá me abalar. Agora é bola para frente, não será a última vez, infelizmente”, lamentou.
Dedé aproveitou para mostrar sua descrença quanto a uma possível punição aos agressores. “Infelizmente não iria dar em nada. Atrasaria ainda mais a nossa volta para casa.”
Renato Silva manteve o tom do companheiro de zaga confirmando que os paraguaios imitavam macacos. E mais, disse que também recebeu cusparadas quando chegou perto da grade que separava os torcedores do campo.
“Sofri racismo sim, mas não procurei a polícia. Esses atos repercutem muito. É uma situação que ninguém gosta, mas Libertadores é assim mesmo, existem essas coisas. Agora é bola para frente e pensar no próximo jogo do Vasco.”
Na chegada do Vasco ao Rio, o atacante Alecsandro também confirmou o ocorrido e disse que os insultos aconteceram enquanto o time ainda estava em campo.