Uma reunião entre a diretoria do Palmeiras e o meia Valdivia definiu que o camisa 10 permanece no clube alviverde ao menos até o final da Copa do Brasil e a recuperação do time no Campeonato Brasileiro. As partes se reuniram na tarde desta sexta-feira na Academia de Futebol e definiram o acordo.
"Entendemos o momento difícil do Valdivia, e chegamos a conclusão que a convivência dele com os companheiros nos treinos e jogos pode ajudá-lo a retomar as atividades normais do dia-a-dia dele", afirmou o gerente de futebol César Sampaio ao site oficial do clube alviverde.
O chileno, inclusive, já se colocou à disposição para jogar diante do Vasco, neste domingo, às 16h (de Brasília), na Arena Barueri. O camisa 10 treinou normalmente nesta sexta-feira e pode ser relacionado pelo técnico Luiz Felipe Scolari.
"Apesar de ainda estar bastante abalado emocionalmente, não quero atrapalhar a equipe com essa história de que vou sair ou vou ficar, pelo contrário. Quero ajudar o Palmeiras nesta partida decisiva contra o Grêmio (Copa do Brasil) e também na nossa reação no Campeonato Brasileiro", afirmou Valdivia.
Luis Valdivia, pai do jogador, esteve na reunião com Cesar Sampaio, gerente de futebol, Roberto Frizzo, vice-presidente de futebol, e Piraci Oliveira, diretor jurídico. Antes, quando abordado pela imprensa durante o treinamento desta sexta, Luis havia ressaltado que era seu filho quem tomaria a decisão sobre seu futuro, e não sua família, que ficou abalada com o incidente - sua mulher retornou para o Chile e, segundo o jogador, não demonstra ter vontade de morar mais uma vez no Brasil.
Mais do que isso, o pai do atleta constatou a melhora do jogador depois do sequestro e afirmou que um possível retorno ao futebol chileno era pouco provável, por conta do alto valor que o clube do país precisaria desembolsar para ter o jogador. Ainda assim, após a disputa da competição que dá uma vaga ao clube na próxima Copa Libertadores, o camisa 10 deve ter novas conversas com a diretoria.