O Palmeiras vive um momento conturbado. A má fase dentro das quatro linhas, com o risco de queda da Série B, influencia a política alviverde. Conselheiros chegaram a brigar na sede social do clube no último dia 12, após a derrota para a Coritiba. Diante do ambiente carregado no Palestra Itália, o presidente Arnaldo Tirone acena com a possibilidade de disputar a reeleição em janeiro.
- O planejamento da diretoria atual é professionalizar mais o Palmeiras. Isso vamos fazer se conseguirmos ganhar a eleição. Neste momento, não estou pensando na parte política e na parte pessoal de me candidatar. Claro que sou candidato, porque estatutariamente eu posso me candidatar. Eu me elegi com direito de uma próxima eleição, que seriam mais dois anos. E eu não posso esquecer isso - afirmou em entrevista ao programa "Arena".
O presidente disse que vai analisar a situação do clube nos próximos meses para definir sua posição na eleição.
- (Vou fazer) o que eu achar que é melhor para o Palmeiras, vou conversar com todos os meus companheiros, até com adversários, e vamos chegar (a uma conclusão) do que é melhor para o Palmeiras. Adquiri experiência nesses dois anos, sofri, me coloquei à disposição, me dediquei ao Palmeiras e tudo isso tem que ser levado em conta.
Ainda não há candidatos formais à eleição de janeiro. Um nome cotado é Paulo Nobre, derrotado por Tirone no último pleito.
O atual presidente palmeirense disse que a diretoria sabe que "deixou de acertar em determinados pontos", mas ligou as dificuldades ao que foi herdado da gestão anterior, comandada por Luiz Gonzaga Belluzzo.
- Encontrei um clube engessado e com problemas de caixa. Em um primeiro momento, precisamos cortar pela raiz alguma despesas. E não é fácil cortar despesas. O Palmeiras vive do futebol, precisa ter um time forte. Foi muito difícil no primeiro ano. Esse ano encontramos o caminho. Fomos campeões da Copa do Brasil.