O lateral esquerdo do Corinthians Fábio Santos afirmou que mudou a preparação das equipes sul-americanas para a partida semifinal do Mundial de Clubes da Fifa, depois da zebra proporcionada pelo Mazembe, da República Democrática do Congo, na edição de 2010.
Desde que a Fifa passou a organizar o Mundial de Clubes em 2000 e de forma consecutiva desde 2005, foi a primeira vez que uma seleção de fora da Europa e da América do Sul disputou uma decisão.
“Depois do Mazembe, aumentou a pressão. Todos agora têm de falar o mínimo possível antes da final”, disse Fábio Santos, campeão mundial como reserva do São Paulo em 2005.
O camisa 6 disse que ficou muito atento durante a vitória do Al-Ahly sobre o Sanfrecce Hiroshima por 2 a 1. “Vimos que o lado mais forte deles (Al-Ahly) é o direito. O time japonês fica com a mais bola no pé, mas perdia mais no setor físico. O Al-Ahly sabe se defender bem e gosta de contra-atacar com velocidade”, completou Fábio Santos, citando o veterano Aboutrika, autor de um dos gols contra o Sanfrecce.
Apesar da cautela sobre a força do Al-Ahly, Fábio Santos destacou que o Corinthians tem um sistema tático sólido e que espera que a marcação deixe o campo mais curto para a criação e os contra-ataques da equipe egípcia.
“O Corinthians pode ser o primeiro time (desde o São Paulo de 1991/92) a conquistar o Brasileiro, Libertadores e o Mundial em sequência”, destacou o lateral.