Gilson Kleina não teve todos os reforços que esperava receber neste início de ano no Palmeiras. O técnico pede paciência após outro empate no Paulistão, desta vez contra o Mogi Mirim. Já o diretor executivo recém contratado pelo clube, José Carlos Brunoro, tenta transmitir mensagem positiva aos torcedores palmeirenses. "Consertar o carro andando não é fácil", disse. "Nada é feito por acaso. Tudo tem uma razão para o bem do Palmeiras. Vocês vão ter muita alegria com o Palmeiras, podem ter certeza", afirmou Brunoro em discurso direto aos torcedores do clube.
"A gente está muito seguro do que está sendo feito. Estamos sofrendo, mas algumas coisas têm de ser feitas no início da gestão, não podem ficar pendentes", disse o dirigente em pronunciamento para esclarecer que o clube não está sendo passado para trás na negociação que levou Barcos para o Grêmio. Mesmo sem ter Marcelo Moreno na troca, os outro quatro atletas envolvidos na transação - Vilson, Léo Gago, Rondinelly e Leandro - podem ajudar na sequência da temporada, avalia Brunoro. Destes, só Vilson disputará a fase de grupos da Copa Libertadores . "Não abrimos mão de nada. Na outra fase, os outros poderão ser inscritos", disse Brunoro, confiante na classificação às oitavas de final.
Enquanto o diretor executivo aponta para o futuro brilhante, Gilson Kleina tem de lidar com a realidade. Três meses após o rebaixamento à Série B, ele tem de armar o time para a estreia na Libertadores sem os dois que se salvaram na campanha da degola: Marcos Assunção e Barcos. Valdivia está machucado, algo que não chega a surpreender. "É preciso ter os pés no chão. A paciência é uma palavra que quase não existe no futebol, mas é o que precisamos ter para solucionar os problemas. Não é fazer papel de vítima. É encarar, levantar a cabeça. A ausência do Barcos, por exemplo, é sentida, é um jogador de seleção, mas a gente vai analisar tudo com muito cuidado para ver o que é melhor para a entidade", comentou Kleina.