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Dois corintianos vão responder por disparo e ato premeditado

Dois corintianos vão responder por disparo e ato premeditado

Redação

23/02/2013 - 13h59
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O inquérito policial de sete páginas assinado pela fiscal de investigação Abigail Sala revela o nome dos dois torcedores corintianos indiciados como autores do disparo de sinalizador que matou o garoto Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, durante o jogo entre San José e Corinthians, quarta-feira, em Oruro. De acordo com o documento, os torcedores Cleuter Barreto Barros, de 24 anos, e Leandro Silva de Oliveira, conhecido como Soldado, de 21 anos, foram os responsáveis principais pelo acionamento do artefato que atingiu o menino morto.

O Globoesporte.com teve acesso ao documento, que também diz que o disparo foi feito de forma premeditada, agravando a situação desses dois torcedores. Os outros dez vão responder como cúmplices de crime de homicídio.

De acordo com o documento, “um grupo de brasileiros que assistia à partida, de forma premeditada e com intenção de causar dano, dispara de forma direta um artefato explosivo contra o menor Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, causando-lhe a morte”. O protocolo da autópsia confirma que a causa do óbito foi o traumatismo craniano causado pelo impacto de um projétil cilíndrico de plástico.

O depoimento do primo de Kevin, que estava com ele na partida, dá mais detalhes sobre o ocorrido. Jonathan Trujillo Beltrán afirma: “senti um golpe de vento que arrancou a peruca que eu estava utilizando, parei para ver o que havia ocorrido e vi meu primo estendido sobre uma grade com um objeto alojado em seu olho. Chegaram policiais, levamos rapidamente ao Hospital Obrero, e lá me disseram que meu primo havia falecido”.

Cleuter Barreto Barros foi preso com três sinalizadores, um deles de base amarela com tampa vermelha, de número de série idêntico ao artefato que atingiu Kevin. A marca do sinalizador é “Para Red Rocket MK8A”, modelo “Flare Signal HGS40 30000”. Já Leandro Silva de Oliveira foi encontrado com um sinalizador que não teve a marca identificada.

Em relação aos outros dez presos, a fiscal Abigail Saba firmou em documento que houve colaboração para que o autor do disparo e os restos do sinalizador fossem ocultados. De acordo com o inquérito, “há gravações em vídeo por vários canais de televisão que mostram os torcedores levantando uma bandeira, ocultando o disparo realizado e também os restos do projétil pirotécnico, que não são vendidos em todo o estado boliviano”.

Dessa forma, os 12 indiciados estão respondendo por homicídio. A lei boliviana prevê pena de 5 a 30 anos caso o delito seja intencional, e de 6 meses a 3 anos em caso de homicídio culposo, sem intenção de matar. Todos estão presos na Penitenciária de San Pedro, em Oruro, e aguardam julgamento de recurso para saberem se poderão responder às acusações em liberdade.

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