Depois de praticamente ser descartado pelas principais categorias do automobilismo brasileiro, Campo Grande corre o risco de perder também as disputas do Campeonato Estadual de Turismo e de Velocidade no Asfalto.
Segundo o presidente da Federação de Automobilismo de Mato Grosso do Sul, Valdemir Dias Terra, a prefeitura de Campo Grande não pretende manter a parceria dos últimos anos quando cedia seis datas para as provas locais.
“Fui falar sobre nosso pré-calendário e me entregaram uma tabela de preços de aluguel do autódromo. Se precisar pagar as diárias de R$ 1,5 mil, fica complicado manter as provas, pois se já é difícil para os pilotos competirem, imagina precisando pagar”, comentou o dirigente. “Agora que estamos conseguindo melhorar as provas, aumentando o número de participantes, vem esse balde de água fria. Vamos ver o que dá para fazer, só não podemos ficar sem corridas”,complementou.
Em relação as provas nacionais, o dirigente admitiu que a situação se complicou ainda mais, já que a prefeitura quer cobrar R$ 10 mil por corrida. “Tem circuitos em todo País e aqui pertinho, no Paraná, não é cobrado aluguel e o público ainda vai às provas sempre em grande número. Se mantiver essa cobrança, estamos mesmo fora do circuito nacional”, lamentou Terra, que pretende marcar um encontro entre o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Cleyton Pinteiro, e o prefeito Alcides Bernal.
A Fundação Municipal de Esportes, através da assessoria de imprensa, disse que está apenas cumprindo um decreto de julho do ano passado, assinado pelo ex-prefeito Nelson Trad Filho, que determinava a cobrança e indicava a tabela de utilização do autódromo. Porém, segundo a assessoria, parcerias pontuais podem ser firmadas no decorrer do ano, mas cada caso será tratado isoladamente.