Considerado “figurinha carimbada” nos campos de várzea de Campo Grande, Osvaldo Mota Davis, ou simplesmente “Motinha”, impõe respeito quando entra em campo para apitar as partidas dos campeonatos amadores da cidade.
Ex-árbitro profissional de futebol de campo e futsal, Motinha, atualmente com 67 anos e mais de 30 dedicados à arbitragem, conta com o respeito dos jogadores. “Quando entramos em campo e ele vai apitar nosso jogo, sabemos que não teremos problemas, pois é experiente, faz o simples e é um exemplo para muitos jovens”, disso o jogador e organizador de torneios amadores, Adão Marques.
Motinha acredita que o respeito é pelo bom trabalho e pela mudança de postura dos jogadores de ‘fim de semana’. “Hoje os atletas vêm para o campo para jogar, querendo vencer. Antigamente tinha muita confusão, brigas e sempre sobrava para o árbitro, mas agora é diferente”, frisou.
Segundo ele, que apita uma média de 20 campeonatos por ano, a própria população tem acompanhado essa evolução do futebol amador. “Em todos os bairros os campos estão sempre cheios, independente de ser final e o nível também está muito bom. Apesar de amador, aos poucos os próprios times vão se organizando e até se profissionalizando nesse tipo de torneio”, relatou Motinha que conta com o apoio da família para ficar todos os domingos fora de casa apitando nos bairros.