O paraguaio Nicolas Leoz comunicou à Fifa nesta terça-feira que abandonará o cargo no comitê executivo do órgão, no qual estava presente desde 1998. Em nota oficial, a entidade anunciou também que Leoz deixa a presidência da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
A decisão foi tomada por conta de problemas relacionados a quarta operação no coração, disse uma fonte com conhecimento da decisão. O dirigente, 84 anos, presidia a entidade sul-americana desde que foi eleito pela primeira vez, em maio de 1986.
"A Fifa foi comunicada da saída formal de Nicolás Leoz como membro de seu comitê executivo e da presidência da Conmebol (Confederación Sudamericana de Fútbol) por motivos de saúde e pessoais. Nicolás Leoz informou a Fifa da decisão por carta", disse a entidade em comunicado oficial divulgado na tarde desta terça-feira.
"Em concordância com os estatutos da Fifa (artigo 30, parágrafo 9), a Conmebol terá que decidir imediatamente o substituto de Nicolás Leoz como um dos representantes no comitê executivo da Fifa pelo período restante no cargo", completou o comunicado.
A vaga será ocupada por um dirigente sul-americano a ser nomeado nos próximos dias. Os outros delegados da Conmebol na Fifa são o argentino Julio Grondona (presidente da Associção de Futebol Argentino) e o brasileiro Marco Polo del Nero, que substituiu o compatriota Ricardo Teixeira (ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol).
A saída já tem, inclusive, data marcada: a próxima terça-feira. "Motivos muito especiais me impedem de continuar no cargo. Ainda tenho saúde mental, mas fisicamente estou impedido", disse Leoz, em entrevista coletiva. "Em 30 de abril colocarei o meu cargo de presidente da Conmebol à disposição dos presidentes das outras federações", completou ele, em pronunciamento transmitido pelas rádios do Paraguai.
Para deixar a presidência da Conmebol, Leoz convocará tal reunião com os presidentes das dez federações filiadas na próxima terça, onde colocará os motivos que o levarão à uma eventual renúncia.
Leoz foi submetido em novembro do ano passado a uma cirurgia para corrigir uma obstrução em uma artéria. A operação foi realizada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.