Após a demissão de Muricy Ramalho do comando do Santos , a diretoria do clube praiano segue em busca de um nome para substituí-lo, depois da paralisação do Campeonato Brasileiro, em virtude da disputa da Copa das Confederações. O nome do técnico argentino Marcelo Bielsa, do Athletic de Bilbao (Espanha), continua sendo o favorito, mas a pedida salarial feita por "El Loco" pegou de surpresa os dirigentes santistas.
Bielsa pediu 4 milhões de euros (cerca de R$ 11 milhões) por temporada para treinar o Peixe. A cúpula alvinegra ficou impressionada com os valores, mas um membro do Comitê Gestor do Santos deve ir até a Espanha, para conversar com o treinador, tentando reduzir as cifras envolvidas na negociação.
O contrato de Marcelo Bielsa com o Athletic de Bilbao se encerra no dia 30 de junho. Só que, além dos altos vencimentos, o técnico gostaria de ter um período de descanso, para passar a dirigir a sua nova equipe apenas em janeiro do ano que vem. A ideia vai contra o pensamento da direção santista, que deseja acertar com o novo treinador para a sequência do Brasileirão, após a Copa das Confederações. Até lá, o interino Claudinei Oliveira deve continuar no posto.
Porém, a efetivação de Claudinei, apesar de ser uma possibilidade remota, não está descartada. O vice-presidente Odílio Rodrigues, mandatário em exercício devido ao afastamento de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, por problemas de saúde, optou por desconversar sobre a procura do clube por um novo comandante.
"Quando conversamos com o Claudinei, em nenhum momento falamos que ele era interino, ‘tampão’ ou qualquer coisa nesse sentido. Ele foi convidado para continuar a exercer as suas funções no profissional e o Claudinei tem a nossa confiança. E nós ainda não tomamos nenhuma medida, nem conversamos com ninguém. O Comitê de Gestão está avaliando todas as situações e o trabalho do Claudinei vai continuar, até o momento em que decidirmos fazer uma nova mudança. Não discutimos nenhum nome", despistou Odílio.
Outros candidatos cotados para o cargo, nos bastidores, são: Dorival Júnior, cujo último trabalho foi no Flamengo, mas que teve passagem marcante pelo Peixe, em 2010, e Mano Menezes, que foi demitido do comando da Seleção Brasileira, no final do ano passado.