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rivalidade histórica

Primeiro Gre-Nal da Arena termina empatado

Primeiro Gre-Nal da Arena termina empatado

Redação

04/08/2013 - 17h24
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Todos os ingredientes que fazem do Gre-Nal um dos clássicos de maior rivalidade do Brasil estiveram presenta na tarde deste domingo, na Arena do Grêmio, pela 11ª rodada do Brasileirão. Muita marcação, faltas, expulsões e gols. No primeiro clássico no novo estádio gremista, os centroavantes foram protagonistas. Barcos abriu o placar, enquanto Leandro Damião igualou em 1 a 1 para o Inter.

Com o resultado, o Inter subiu para a quarta colocação, com 19 pontos. Já o Grêmio fica em oitavo, com 16.

A partir de segunda-feira, Renato começa a preparação para a partida contra o Coritiba, na quinta, novamente na Arena. Já os comandados de Dunga folgam no meio de semana e enfrentam o Atlético-PR no domingo.

O clima de mistério seguiu até instantes iniciais da partida. Pelo lado azul, novidade: o esquema entraria em campo no 3-5-2. Testado no treinamento fechado, Rhodolfo foi confirmado pela primeira vez na equipe do Grêmio, permanecendo entre Werley e Bressan.

No Inter, uma singular dúvida. Mesmo sem as melhores condições físicas, Índio concentrou e participou do aquecimento. Dez minutos antes da partida, Dunga divulgaria a escalação de Ronaldo Alves na função do jogador mais experiente colorado.

Em casa, com mais de 95% de torcedores a favor, a hospitalidade do time gremista era vista com maior volume de jogo. Agora alas, Pará e Alex Telles ganhavam liberdade para surgirem como pontas, o que criava dificuldade a defesa visitante. Assim, duas chances foram criadas. Tímidas, é verdade, com chute de Elano e cabeceio de Barcos.

Gol imortal e resposta imediata

Gladiador tem tudo a ver com Arena. Dentro da área, no melhor estilo Kleber, o atacante segurou a bola, aos 16 minutos, e levou o tranco de Willians. Pênalti. na cobrança, Barcos cumpriu o que manda o manual dos centroavantes. Bateu forte, no canto. Muriel até pulou certo, mas não chegou a tempo. Com direito a tapa olho e o gesto do Pirata, o centroavante comemorou muito para esse gol que será imortal. O primeiro dos clássicos na casa tricolor.

A resposta colorada foi quase instantânea. Lançamento de Willians para a área, em curva. Ligado, Leandro Damião entrou na diagonal e chutou de primeira: 1 a 1. Era um novo Gre-Nal.

Gre-Nal da cautela

Nenhum dos times arriscava demais. Partia-se do princípio: primeiro a defesa, depois do ataque. Oportunidades reais de gol, escassas. Seriam inexistentes, se não fosse uma cobrança de falta fechada de D’Alessandro e cabeceio de Kleber. Ambos os lances bem defendidos por Dida e Muriel, respectivamente. 

omo já faz parte do gene de qualquer clássico, haviam muitas faltas e reclamações. Aos 33, D’Alessandro foi puxado pela camisa por Adriano, que já tinha amarelo. O camisa 10 esbravejou para o juiz Fabrício Neves Correia, mas o juiz manteve a postura e não aplicou o cartão. Só que o lance alertou o técnico Renato. “Adriano poderia ser expulso”. Cinco minutos depois, Ramiro substituía o volante.
Segundo tempo truncado

Dunga também identificaria um ponto fraco no time. Ednei estava abaixo do restante da equipe. Para a segunda etapa, trocou o lateral por Fabrício. Só que o escolhido para exercer a função na direita foi o polivalente Jorge Henrique, um tipo de curinga na equipe vermelha.

Só que o jogo era truncado, brigado, faltoso... feio. Enfim, a cara de um Gre-Nal.

As jogadas pelos flancos seguiam como principal opção tricolor. Aos 11 minutos, Barcos dividiu com D’Ale, que reclamou falta, e viu a defesa colorada desconcertada, sem a organização quase que militar orientada por Dunga. Então, Pirata alçou bola e encontrou Elano totalmente livre. Sem o “cacoete“ de um centroavante, o camisa testava por cima, desperdiçando rara chance.

Dois gringos, então, foram acrescentados ao jogo. Um de cada lado. O estreante Scocco entrava na vaga de Forlán, pouco participativo em campo, enquanto Maxi Rodríguez substituía Elano, que já vinha em queda de rendimento em campo.

Com um a menos, Josimar virou lateral-direito e D’Alessandro recuou como um tipo de terceiro volante. O time de Dunga teve uma única chance. Scocco recebeu na frente da área, se livrou do marcador e bateu colocado, com perigo para Diga.

Renato ainda tentou deixar o time mais rápido, colocando o atacante Paulinho na vaga de Riveros. Mas não deu tempo. Ficou tudo igual. 

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