O presidente da CBF, José Maria Marin, resgatou um assunto antigo: a possível contratação do técnico espanhol Pep Guardiola para a seleção brasileira.
O dirigente se exaltou ao explicar a rejeição a estrangeiros no comando do Brasil. Com a saída de Mano Menezes, no final do ano passado, Luiz Felipe Scolari assumiu como treinador e Carlos Alberto Parreira como coordenador-técnico. Guardiola assumiu o Bayern de Munique em junho de 2013, meses após deixar o Barcelona.
"Antes de contratar o Felipão e o Parreira, chegaram a sugerir que trouxéssemos um técnico estrangeiro. Não vou falar o nome, mas vocês sabem quem é [Guardiola]. Eu repeli imediatamente. Posso afirmar que não temos nada que aprender com ninguém de fora, principalmente no futebol. Sempre tivemos os melhores do mundo no Brasil", disse Marin.
O dirigente elogiou o trabalho de Felipão e de Parreira, tecnicamente e taticamente na conquista da Copa das Confederações, em junho, mas principalmente por ter formado um grupo que "honrou a camisa da seleção", afirmou o cartola.
Ontem, Luiz Felipe Scolari apareceu na lista dos 10 melhores técnicos de 2013, divulgado pela Fifa. Pela primeira vez um brasileiro concorre ao prêmio anual da entidade.
Marin falou também sobre mudança de calendário e defendeu, mais uma vez, a existência dos Estaduais. Os defensores do enxugamento da data de jogos argumentam que os Estaduais são deficitários para a maioria dos clubes.
"Nós temos de criar nosso calendário compreendendo que o Brasil é um continente, totalmente diferente de qualquer outro país que queremos tomar como modelo", disse Marin.