A Portuguesa terá dois advogados no julgamento de segunda-feira, no STJD: João Zanforlin e Felipe Ezabella. Os dois ainda se reunirão para finalizar a estratégia de defesa. Mas a base dos argumentos já está pronta e foi explicada por Ezabella em entrevista para a Rádio Bandeirantes.
Para evitar o rebaixamento da Lusa no lugar do Fluminense, o advogado baterá principalmente na tecla de o clube não ter tido a intenção de se beneficiar da situação - o meia Heverton, que estava suspenso, entrou a 15 minutos do fim do empate sem gols com o Grêmio, na última rodada do Brasileirão. Jogo este que não tinha importância para nenhuma das equipes.
“Estamos estudando bastante o caso. A ausência de dolo e de má-fé serão levantadas. Foi um erro ingênuo na escalação”, informou.
“Se fosse apenas para ler o artigo que existe no código, não precisaria de cinco auditores na primeira instância, nove na segunda, advogados e tudo mais. Bastaria uma máquina para colocar o resultado. Existe uma série de princípios que regem o esporte, como da competição, do fairplay, da legalidade, da moralidade, significância jurídica... Tudo isso tem que ser levado em consideração no julgamento”, completou
O advogado também espera que o Fluminense use o bom senso e aceite o rebaixamento. Neste sábado, o clube carioca também entrou com pedido de intervenção no STJD para também auxiliar no processo.
“Extraoficialmente, sabíamos que isso iria acontecer. De repente, o Fluminense pode aparecer, não se manifestar e acatar a decisão de permanecer com a pontuação que os dois clubes terminaram no Brasileiro.”
Outro ponto que será usado a favor da Portuguesa é o fato de o Cruzeiro ter sido absolvido em caso semelhante. O time mineiro foi a julgamento sob a acusação de que o goleiro Elisson não poderia nem ter ficado no banco na derrota para o Vasco, na 36ª rodada.
Ezabella ainda informou que pedirá esclarecimentos sobre a confusa maneira como o STJD informa sobre a punição dos jogadores. No caso do Heverton, a Portuguesa recebeu um telefone na sexta-feira para informar a suspensão do atleta, mas a notificação por escrito chegou apenas na segunda-feira, no dia seguinte da partida.
“A questão processual também será discutida. Quando é o dia da ação, quando é o dia da publicação, quando que é o dia do cumprimento, quando são os efeitos da decisão. É uma questão bem técnica que também será a favor da Portuguesa.”