A diretoria do Santos está temerosa com relação a permanência do meia Cícero, artilheiro da equipe na temporada com 24 gols. Apesar de oficializar as contratações do centroavante Leandro Damião e do técnico Oswaldo de Oliveira, a preocupação aumentou com o recente crescimento na investida do Shandong Luneng, clube chinês que conta com Vágner Love. A possibilidade de saída é real já que Cícero possui cláusula em vigor que pode liberá-lo em caso de transferências para o exterior.
A existência da cláusula contratual foi revelada em sua última entrevista coletiva, quando disparou críticas e cobrou valorização da diretoria do clube após o bom ano que fez.
Cícero já externou à diretoria o que deseja para ficar. Além de aumentar, mais uma vez, o seu salário, que já sofreu reajuste de 25% no meio do último ano, gostaria de estender o vínculo atual com direito a recebimento de luvas. Para isso, o Santos teria que negociar com o agente Eduardo Uram a compra de seus parte dos direitos econômicos.
O camisa 8 está emprestado pelo Tombense-MG, clube utilizado por Uram para registrar jogadores, até dezembro do próximo ano. O Comitê Gestor não vê negócio em comprar parte de um atleta de 29 anos e prioriza a chegada de novos nomes como Damião e do chileno Eduardo Vargas, próximo de ser anunciado. A relação com Uram também já não é a mesma de outrora.
Internamente, o Santos espera que o jogador recue, tanto que sequer pensa em reforçar o setor momentaneamente, muito menos imagina um substituto. Se aceitar a oferta chinesa, o consolo será um percentual sobre a venda.
O atleta foi o único do pacote de três atletas de Uram que vingou na Vila Belmiro já que Renê Júnior e Guilherme Santos, não agradaram e deixaram o clube, o primeiro com destino para o futebol chinês, também. No meio do ano, em meio à paralisação para a Copa das Confederações, o camisa 8 recebeu sondagens do futebol alemão e uma proposta do Internacional, rejeitada pela diretoria na ocasião.