Esportes

AOS 17 MINUTOS

Portuguesa deixa gramado devido a ordem judicial

Portuguesa deixa gramado devido a ordem judicial

Redação

19/04/2014 - 08h00
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A bola chegou a rolar para o duelo entre Joinville e Portuguesa, pela primeira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, mas, ainda com 17 minutos do primeiro tempo, uma determinação da Justiça obrigou com que o confronto fosse paralisado na Arena. Sendo assim, sob vaias da torcida presente, a arbitragem chamou as duas equipes e a partida foi interrompida. O fato ocorreu por causa de uma liminar concedida pela 3ª Vara Cível de São Paulo nesta quinta-feira, que anulava a decisão do STJD na qual a Portuguesa perdeu quatro pontos por causa da escalação de um jogador irregular e acabou sendo rebaixada para a segunda divisão. Com a novidade, o clube do Canindé não poderia iniciar a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.

Questionado sobre o ocorrido, o delegado do jogo foi claro: “A liminar não foi cassada. A Portuguesa quer que pare o jogo. O filho do presidente (Ilídio Lico) trouxe aqui (a liminar) e quer que pare o jogo”. O discurso foi endossado pelo treinador rubro-verde: “Mandaram parar o jogo. Estou cumprindo a determinação”, completou o treinador da Lusa. Sem aceitar a ordem, o time do Joinville permaneceu no gramado e foi surpreendido com mais uma determinação, desta vez por parte da CBF. O presidente do clube catarinense, Nereu Martinelli, entrou no gramado e comunicou ao delegado da partida que, por telefone, um comunicado da entidade responsável pelo futebol brasileiro indicava a continuidade do duelo.

Apesar da segunda ordem, o time da Portuguesa permaneceu nos vestiários, indicando que não voltaria para o confronto. O Joinville, por sua vez, seguiu no campo de jogo, evitando assim com que a partida fosse cancelada. Para o advogado do clube catarinense, no entanto, o clube do Canindé pode ser prejudicado com esta ação, perdendo os pontos do duelo.
“Eles querem se beneficiar disso. A Lusa tirou os jogadores de campo e só quem tem a perder é o futebol brasileiro. Ela não pode abandonar a partida. O Joinville continua. Se não tiver adversário, nós ganhamos a partida. Não deveria ter entrado em campo. Se entrou, não pode sair, tem que esperar a resolução na Justiça”, explicou Roberto Pugliese, advogado do Joinville.

Sem mudar sua postura, a Portuguesa seguiu nos vestiários até que a arbitragem também deixou o gramado, indicando que a partida estava encerrada. De acordo com o treinador Argel Fucks, o time rubro-verde apenas cumpriu uma ordem de seus superiores. “Eu sou funcionário do clube, foi uma decisão do presidente e do departamento de futebol e eu apenas tenho que acatar”.

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