Canover Watson, dirigente da União Caribenha de Futebol, foi preso sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro nas Ilhas Cayman. Watson, que é um dos oito membros do comitê de auditoria e cumprimento da Fifa, negou as acusações e foi solto após pagamento de fiança.
O governo local apurou denúncias referentes ao período em que Watson foi diretor da Autoridade de Serviço de Saúde. Ele estaria envolvido em um caso de abuso de cargo público e conflito de interesses em contrato assinado em 2010 para adquirir sistema de cartões magnéticos em hospitais públicos.
Em comunicado, ele se defendeu. "Nego as acusações. No tempo devido, na hora certa e no fórum apropriado, anseio dar minha posição com maiores detalhes", disse o empresário de 43 anos, orientado por seus advogados a não fazer mais comentários a respeito do assunto.
Por integrar o comitê de auditoria da Fifa - que "deve assegurar a integridade e a confiabilidade da contabilidade financeira e revisar o relatório dos auditores externos", segundo a própria entidade -, Watson foi procurado para apresentar sua versão. "Pedimos a ele que ofereça mais informações", falou o presidente do comitê, o italiano Domenico Scala, à Associated Press.
O órgão foi criado pela Fifa em 2012 após uma série de escândalos de corrupção. Sua principal missão é supervisionar a transparência financeira da entidade