Rogério Ceni realmente decidiu que se aposentará ao final da temporada. Nem mesmo o título da Copa Sul-Americana faria o goleiro do São Paulo mudar de ideia. Concentrado para a partida desta quarta-feira, contra o Huachipato, no Chile, pelas quartas de final da competição continental, o jogador afirma que a ideia de deixar os gramados não está condicionada a conquistas.
“Uma coisa não está relacionada à outra. Na minha vida a única coisa que eu aprendi foi a competir e tentar ganhar. Mesmo aos 41 anos de idade, eu ainda tenho isso dentro de mim. Então eu quero ganhar o campeonato. No ano que vem outras coisas vão acontecer”, afirmou.
O goleiro nem mesmo quis projetar uma conquista para encerrar a carreira e afirmou que prefere se preocupar com os jogos que estão por vir.
“Título só um ganha. No Brasileiro, 19 perdem. Na Sul-Americana, 31 ficam fora. Eu não posso imaginar dezembro sem viver o dia de amanhã. Porque amanhã é o que importa para a gente no momento. Temos que passar de fase para lá na frente pensar em coisas maiores. Todo mundo quer um título. Não é porque é meu último ano que eles vão me dar o título de presente, mas eu vou lutar até o final”, garantiu o capitão.
Apesar de estar focado na Sul-Americana, Rogério admitiu a dificuldade de esquecer a derrota para o Atlético-MG, no domingo, que impediu o Tricolor de encostar no Cruzeiro.
“Não dá para desligar, principalmente porque era um jogo que poderíamos ter vencido. Jogamos bem o primeiro tempo. Não que o resultado tenha sido injusto, o Atlético-MG atacou bastante, mas nós tínhamos condições de vencer e entrar de vez na birga pelo Campeonato Brasileiro. Adiamos, ou quem sabe até perdemos a possibilidade de conseguir encurtar essa diferença para o Cruzeiro. Mas a gente tem que tentar virar a página e agora viver a Sul-Americana”, disse.